- A startup Cambridge Terahertz desenvolveu um sistema de imagem 3D para detectar fraudes em devoluções.
- A empresa recebeu R$ 12 milhões em financiamento, incluindo investimento do fundo de inovação industrial da Amazon.
- As devoluções fraudulentas causaram perdas de R$ 103 bilhões no varejo em 2022, segundo a Appriss Retail.
- O sistema permite visualizar o conteúdo de pacotes não abertos, ajudando na identificação de fraudes.
- A Cambridge, cofundada em 2023, planeja expandir sua equipe e já firmou contratos com o governo dos Estados Unidos.
A startup Cambridge Terahertz desenvolveu um sistema de imagem 3D inovador para detectar fraudes em devoluções, recebendo US$ 12 milhões em financiamento, incluindo investimento do fundo de inovação industrial da Amazon. O aumento das devoluções fraudulentas tem causado perdas significativas no varejo, que chegaram a US$ 103 bilhões em 2022, segundo a Appriss Retail.
O sistema da Cambridge permite que os varejistas visualizem o conteúdo de pacotes não abertos, facilitando a identificação de fraudes. Nathan Monroe, CEO da Cambridge, destacou que a capacidade de saber o que está dentro das caixas é crucial para a eficiência logística da Amazon, que lida com um grande volume de envios.
O fundo de inovação industrial da Amazon, lançado em 2022, visa apoiar empresas que desenvolvem soluções tecnológicas aplicáveis à complexa rede de operações da companhia. Franziska Bossart, responsável pelo fundo, afirmou que a tecnologia da Cambridge pode impactar diretamente a triagem de inventário e a detecção de danos em produtos devolvidos.
A startup, que conta com apenas 10 funcionários, foi cofundada em 2023 após pesquisas sobre imagem terahertz no MIT. O dispositivo desenvolvido pela empresa é uma versão compacta de scanners de segurança, originalmente projetado para detectar armas ocultas. Além de aplicações no varejo, a tecnologia também desperta interesse em setores como manufatura e saúde.
Com o novo capital, a Cambridge planeja expandir sua equipe e aprimorar sua tecnologia de imagem 3D. A empresa já firmou quatro contratos governamentais e está em conversas com a U.S. Customs and Border Protection para utilizar sua tecnologia na detecção de remessas de substâncias ilícitas, como o fentanil.
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