- Donald Trump visitou o Federal Reserve (Fed) em Washington, a primeira visita de um presidente em exercício ao banco central dos EUA em quase duas décadas.
- Durante a visita, Trump criticou os custos das reformas do Fed, que aumentaram de US$ 2,5 bilhões para US$ 3,1 bilhões.
- O presidente do Fed, Jerome Powell, contestou os números apresentados por Trump, afirmando que o presidente incluiu um terceiro edifício que não faz parte do projeto atual.
- Trump pressionou por cortes nas taxas de juros, argumentando que isso facilitaria o acesso a financiamentos, enquanto Powell defendeu a manutenção das taxas, citando a estabilidade econômica.
- A visita ocorre em um contexto de crescente tensão entre Trump e Powell, com aliados do ex-presidente pedindo a renúncia de Powell.
Donald Trump visitou o Federal Reserve (Fed) em Washington, marcando a primeira visita de um presidente em exercício ao banco central dos EUA em quase duas décadas. Durante a visita, Trump criticou os custos das reformas, que aumentaram de US$ 2,5 bilhões para US$ 3,1 bilhões, e pressionou o presidente do Fed, Jerome Powell, a cortar as taxas de juros.
Trump, que nomeou Powell em 2017, expressou descontentamento com a gestão do Fed, afirmando que os custos das reformas estão “fora de controle”. Ele mostrou um documento com os números ao próprio Powell, que contestou a precisão das informações, alegando que Trump incluiu um terceiro edifício que não faz parte do projeto atual. O presidente do Fed destacou que os custos adicionais se devem a problemas inesperados, como a descoberta de mais amianto do que o previsto.
Pressão por Cortes nas Taxas de Juros
Durante a visita, Trump reiterou seu desejo por taxas de juros mais baixas, argumentando que isso poderia reduzir os custos de empréstimos para o governo e facilitar o acesso a financiamentos para os cidadãos. Ele afirmou que a inflação, que subiu para 2,7% em junho, não é mais uma preocupação significativa. Powell, por sua vez, defendeu a manutenção das taxas, afirmando que a economia está estável o suficiente para esperar.
A visita ocorre em um contexto de crescente tensão entre Trump e Powell, com o ex-presidente sugerindo a possibilidade de demitir o presidente do Fed, embora tenha reconhecido que isso poderia desestabilizar os mercados financeiros. A legislação americana protege os governadores do Fed de demissões sem justa causa, o que torna essa ação complexa.
Críticas e Expectativas
Aliados de Trump, como Bill Pulte, presidente da Federal Housing Finance Agency, também criticaram Powell, pedindo sua renúncia. A administração Trump tem utilizado os altos custos das reformas como uma forma de pressionar o Fed, enquanto a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto está agendada para 29 e 30 de julho. A expectativa é que os formuladores de políticas mantenham as taxas de juros inalteradas.
A visita de Trump ao Fed é apenas a quarta de um presidente desde 1937 e reflete a busca por influência sobre a política monetária em um momento de incerteza econômica. A relação entre a administração e o Fed continua a ser um tema de debate, especialmente com as pressões políticas em jogo.
Entre na conversa da comunidade