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Bolsa se valoriza apesar da expectativa de crescimento baixo e inflação alta

Mercados financeiros dos EUA atingem recordes históricos antes do fim do prazo para tarifas comerciais, apesar das previsões de estanflacionamento.

Sinal de Wall Street no distrito financeiro de Nova York. (Foto: Brendan McDermid/REUTERS)
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  • Os mercados financeiros dos Estados Unidos estão em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite atingindo novos recordes históricos.
  • O prazo para a aplicação de tarifas comerciais, imposto por Donald Trump, termina em 1 de agosto.
  • Apesar das previsões de estanflacionamento, que indicam crescimento econômico reduzido e inflação elevada, as bolsas continuam a se valorizar.
  • Resultados empresariais do segundo trimestre superaram as expectativas, sustentando a alta das ações.
  • A diretora de estratégia da JP Morgan para a Espanha e Portugal, Lucía Gutiérrez-Mellado, afirmou que a gestora está aumentando sua exposição ao risco, prevendo que a economia e os resultados das empresas apoiarão a valorização das ações.

Os mercados financeiros dos Estados Unidos estão em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite atingindo novos recordes históricos. Essa movimentação ocorre em meio à expectativa de que o prazo para a aplicação de tarifas comerciais, imposto por Donald Trump, se encerre em 1 de agosto. A guerra comercial, iniciada em abril, trouxe incertezas, mas não impediu que grandes gestoras, como Schroders e JP Morgan, mantivessem uma visão otimista sobre o mercado.

Apesar das previsões de estanflacionamento, que indicam um crescimento econômico reduzido e inflação elevada, as bolsas continuam a se valorizar. As gestoras argumentam que, em cenários de baixo crescimento e alta inflação, as ações podem ter um desempenho melhor do que o esperado. Duncan Lamont, da Schroders, destaca que a pressão sobre os lucros das empresas pode ser menor do que se imagina, mesmo com a expectativa de que os consumidores sintam os efeitos das tarifas.

Os resultados empresariais do segundo trimestre superaram as expectativas, sustentando a alta das ações. A combinação de uma economia em desaceleração e a possibilidade de aumento da inflação, impulsionada por tarifas e tensões geopolíticas, gera um cenário desafiador. No entanto, a confiança dos investidores permanece, com muitos acreditando que a recuperação do mercado é viável, mesmo diante de incertezas.

A diretora de estratégia da JP Morgan para a Espanha e Portugal, Lucía Gutiérrez-Mellado, afirma que a gestora está elevando sua exposição ao risco. A expectativa é que a economia e os resultados das empresas continuem a apoiar a valorização das ações. A calma atual no mercado, com pouca volatilidade, pode ser um sinal de que os investidores estão se adaptando a essa nova realidade, mesmo que a possibilidade de uma correção permaneça no horizonte.

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