- Os mercados financeiros dos Estados Unidos estão em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite atingindo novos recordes históricos.
- O prazo para a aplicação de tarifas comerciais, imposto por Donald Trump, termina em 1 de agosto.
- Apesar das previsões de estanflacionamento, que indicam crescimento econômico reduzido e inflação elevada, as bolsas continuam a se valorizar.
- Resultados empresariais do segundo trimestre superaram as expectativas, sustentando a alta das ações.
- A diretora de estratégia da JP Morgan para a Espanha e Portugal, Lucía Gutiérrez-Mellado, afirmou que a gestora está aumentando sua exposição ao risco, prevendo que a economia e os resultados das empresas apoiarão a valorização das ações.
Os mercados financeiros dos Estados Unidos estão em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite atingindo novos recordes históricos. Essa movimentação ocorre em meio à expectativa de que o prazo para a aplicação de tarifas comerciais, imposto por Donald Trump, se encerre em 1 de agosto. A guerra comercial, iniciada em abril, trouxe incertezas, mas não impediu que grandes gestoras, como Schroders e JP Morgan, mantivessem uma visão otimista sobre o mercado.
Apesar das previsões de estanflacionamento, que indicam um crescimento econômico reduzido e inflação elevada, as bolsas continuam a se valorizar. As gestoras argumentam que, em cenários de baixo crescimento e alta inflação, as ações podem ter um desempenho melhor do que o esperado. Duncan Lamont, da Schroders, destaca que a pressão sobre os lucros das empresas pode ser menor do que se imagina, mesmo com a expectativa de que os consumidores sintam os efeitos das tarifas.
Os resultados empresariais do segundo trimestre superaram as expectativas, sustentando a alta das ações. A combinação de uma economia em desaceleração e a possibilidade de aumento da inflação, impulsionada por tarifas e tensões geopolíticas, gera um cenário desafiador. No entanto, a confiança dos investidores permanece, com muitos acreditando que a recuperação do mercado é viável, mesmo diante de incertezas.
A diretora de estratégia da JP Morgan para a Espanha e Portugal, Lucía Gutiérrez-Mellado, afirma que a gestora está elevando sua exposição ao risco. A expectativa é que a economia e os resultados das empresas continuem a apoiar a valorização das ações. A calma atual no mercado, com pouca volatilidade, pode ser um sinal de que os investidores estão se adaptando a essa nova realidade, mesmo que a possibilidade de uma correção permaneça no horizonte.
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