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Hidrogênio verde avança em nova fase com anúncio da White Martins

White Martins amplia sua produção de hidrogênio verde em Jacareí e se prepara para atender o mercado consumidor com 800 toneladas anuais.

Gilney Bastos, CEO da White Martins (Foto: Arquivo/Guito Moreto)
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  • A White Martins inaugurará uma nova planta em Jacareí, São Paulo, em outubro.
  • A nova unidade aumentará a produção de hidrogênio verde para 800 toneladas anuais, quintuplicando a capacidade atual.
  • Apenas 20% da produção será destinada à fabricante de vidros Cebrace; o restante será comercializado no mercado.
  • O CEO da empresa, Gilney Bastos, afirmou que a planta representa a entrada da White Martins no mercado consumidor.
  • A empresa já investiu R$ 50 milhões no projeto e planeja expandir suas operações conforme a demanda.

A White Martins, líder no mercado de gases industriais no Brasil, está prestes a inaugurar uma nova planta em Jacareí (SP), que aumentará sua produção de hidrogênio verde para 800 toneladas anuais, quintuplicando a capacidade atual. O CEO da empresa, Gilney Bastos, destacou que essa unidade marcará a entrada da companhia no mercado consumidor, após anos de operação com uma planta piloto em Pernambuco.

A nova instalação, que será inaugurada em outubro, tem como objetivo atender a demanda crescente por combustíveis limpos, produzidos a partir da eletrólise da água com energia renovável. Apenas 20% da produção será destinada à fabricante de vidros Cebrace, enquanto o restante será comercializado no mercado, algo inédito para a empresa.

Bastos enfatizou que, apesar do atual cenário econômico e das tarifas que podem impactar a indústria, a White Martins mantém uma meta de crescimento de dois dígitos ao ano. O Brasil é considerado um dos cinco maiores mercados do grupo Linde, com um faturamento entre US$ 1,2 bilhão e US$ 1,3 bilhão. A companhia já fornece gases para diversos setores, incluindo siderurgia e alimentos.

O projeto de hidrogênio verde é visto como uma grande aposta para o futuro da White Martins. A planta de Pernambuco, que opera há mais de dois anos, serviu como um showroom para testar a competitividade do produto. Bastos acredita que a nova unidade permitirá entender melhor os custos de produção e a viabilidade do hidrogênio verde em comparação ao hidrogênio cinza, obtido a partir de combustíveis fósseis.

O mercado europeu, que demanda hidrogênio verde, está em reestruturação após a guerra na Ucrânia, mas a White Martins se posiciona favoravelmente devido ao potencial de energia limpa do Brasil e à relevância do mercado interno. A empresa já investiu R$ 50 milhões no projeto de hidrogênio verde e planeja expandir suas operações conforme a demanda do mercado.

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