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Cid é acusado de manipular informações por jovem que se sente prejudicado

Tenente-coronel Hélio Ferreira Lima contesta delações de Mauro Cid e nega participação em plano golpista durante depoimento à PGR.

Foto: Reprodução
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  • O tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima acusou Mauro Cid de ter memória seletiva e mentir sobre reuniões relacionadas ao golpe de Estado no Brasil, ocorrido no final de 2022.
  • Lima fez as declarações durante seu depoimento na fase final da instrução criminal, onde é acusado de fazer parte do núcleo da ação.
  • Ele negou envolvimento no plano “Punhal Verde e Amarelo”, que visava neutralizar um ministro.
  • Lima contestou a versão de Cid sobre sua saída de uma reunião na casa do ex-ministro Walter Braga Netto, afirmando que o encontro não tinha relação com o golpe.
  • As investigações da Procuradoria-Geral da República continuam, analisando os depoimentos para esclarecer o papel de cada envolvido.

O tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima fez acusações contra Mauro Cid, delator na investigação do golpe de Estado no Brasil, ocorrido no final de 2022. Lima afirmou que Cid possui memória seletiva e mente sobre reuniões que discutiram o plano golpista. As declarações foram feitas durante seu depoimento na fase final da instrução criminal, onde ele é acusado de integrar o núcleo da ação.

Lima, que faz parte da força especial do Exército, negou envolvimento no plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o identificou como responsável pela operação que visava neutralizar o ministro relator da ação. Durante o depoimento, Lima contestou a versão de Cid sobre sua saída antecipada de uma reunião na casa do ex-ministro Walter Braga Netto, onde, segundo a PGR, o golpe foi discutido.

Acusações e Defesas

O tenente-coronel criticou Cid por supostamente mentir sobre o propósito da reunião, que, segundo Lima, não tinha relação com o golpe, mas com aspectos operacionais. Cid, ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro, teria mudado sua versão após tomar conhecimento do plano golpista. Lima refutou a ideia de que ele, um instrutor militar, teria a audácia de sugerir a um general a criação de uma “comoção nacional” para justificar medidas de exceção.

A tensão entre os dois militares reflete as complexidades das investigações em curso, que envolvem figuras proeminentes do Exército e levantam questões sobre a integridade das instituições. A PGR continua a apurar os fatos, enquanto os depoimentos seguem sendo analisados para esclarecer o papel de cada envolvido no golpe.

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