- O governo brasileiro, liderado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não retaliará a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
- A tarifa entrará em vigor na próxima sexta-feira, 1º de setembro.
- Haddad afirmou que o Brasil não deve responder na mesma moeda, pois isso poderia encarecer produtos que beneficiam a economia local.
- O governo está avaliando alternativas para proteger a economia e os empregos, sem comprometer o bem-estar da população.
- A tarifa foi anunciada por Donald Trump e está condicionada ao fim do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e à flexibilização de regras para grandes empresas de tecnologia no Brasil.
O governo brasileiro, liderado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que não retaliará a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, que entrará em vigor na próxima sexta-feira, 1º de setembro. Haddad enfatizou que o Brasil não deve responder na mesma moeda, pois isso poderia encarecer produtos que beneficiam a economia local.
Em entrevista à CNN Brasil, o ministro afirmou que a administração está avaliando alternativas para proteger a economia e os empregos, sem comprometer o bem-estar da população. “O governo Trump pode estar dando um tiro no pé encarecendo produtos brasileiros, mas não podemos cometer o erro simétrico,” disse Haddad. Ele ressaltou que as medidas em consideração são reações de proteção que visam evitar prejuízos internos.
Haddad também mencionou que o plano apresentado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva inclui um “conjunto amplo” de alternativas, mas a decisão final dependerá do impacto real sobre a população. O ministro alertou que algumas medidas, embora pareçam corajosas, podem ter consequências negativas.
A tarifa de 50% foi anunciada por Donald Trump e está condicionada ao fim do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e à flexibilização de regras para grandes empresas de tecnologia no Brasil. O governo brasileiro continua em negociações com autoridades americanas, mas ainda não há clareza sobre quais produtos serão afetados pela nova tarifa.
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