- A taxa de vacância nacional de apartamentos multifamiliares alcançou 7,1% em julho, um recorde histórico.
- A oferta de novas moradias superou 600 mil unidades em 2022, impactando o mercado de locação.
- Os aluguéis se mantiveram estáveis, com uma leve queda de 0,8% em relação ao ano anterior, com valor médio de R$ 1.402.
- Em 37 das 54 áreas metropolitanas com mais de um milhão de habitantes, os aluguéis aumentaram em julho, mas menos da metade teve crescimento em relação ao ano passado.
- A expectativa é que a construção de novos empreendimentos desacelere ainda mais no segundo semestre de 2023 e em 2024, o que pode afetar a oferta e a demanda no mercado de aluguel.
A taxa de vacância nacional de apartamentos multifamiliares atingiu 7,1% em julho, um recorde histórico, segundo dados da Apartment List. O aumento na oferta de unidades, que superou 600 mil novas moradias em 2022, continua a impactar o mercado, tornando-o mais favorável aos inquilinos.
Os aluguéis se mantiveram estáveis em julho, com uma leve queda de 0,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. O valor médio do aluguel nacional ficou em R$ 1.402. Apesar de uma leve desaceleração no tempo médio para locação, que agora é de 28 dias, o cenário ainda é desafiador para os proprietários.
Análise Regional
Em termos regionais, 37 das 54 áreas metropolitanas com mais de um milhão de habitantes apresentaram aumento nos aluguéis em julho. Contudo, menos da metade dessas cidades registrou crescimento positivo em comparação ao ano anterior. Regiões como o Sul e o Oeste dos EUA, que antes eram muito procuradas, agora enfrentam quedas significativas nos preços.
Austin, Texas, destaca-se como o mercado de aluguel mais fraco, com uma diminuição de 6,8% nos preços. Em contrapartida, San Francisco viu um aumento de 4,6% nos aluguéis, refletindo uma recuperação em algumas áreas.
Perspectivas Futuras
Embora a onda de novas construções esteja diminuindo, a oferta ainda supera a demanda. A expectativa é que a construção de novos empreendimentos desacelere ainda mais no segundo semestre de 2023 e em 2024. Essa mudança pode sinalizar uma possível recuperação nas condições do mercado de aluguel, mas a incerteza econômica atual continua a influenciar a demanda.
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