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Goldman Sachs estima que tarifa dos EUA pode impactar PIB do Brasil em 0,25%

Goldman Sachs revisa impacto das tarifas dos EUA no PIB brasileiro para 0,25 ponto percentual e ressalta necessidade de medidas de apoio do governo.

Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs (Foto: Claudio Belli/Valor)
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  • O Goldman Sachs revisou a estimativa de impacto das tarifas americanas sobre o PIB brasileiro para uma redução de 0,25 ponto percentual.
  • A nova projeção considera as 694 isenções anunciadas pela Casa Branca, que reduziram a tarifa efetiva de 36,8% para 30,8%.
  • Antes das isenções, a previsão era de uma redução entre 0,3% e 0,4% no crescimento econômico.
  • A projeção de crescimento do PIB para 2025 permanece em 2,3%, destacando a incerteza em relação às tarifas.
  • O Goldman Sachs alerta que retaliações do governo brasileiro podem aumentar os impactos negativos na economia e na inflação.

O impacto das tarifas americanas sobre o PIB brasileiro foi revisado pelo Goldman Sachs, que agora estima uma redução de 0,25 ponto percentual. O economista-chefe para a América Latina, Alberto Ramos, considera que essa nova projeção já inclui as 694 isenções anunciadas pela Casa Branca, que diminuem o aumento da tarifa efetiva de 36,8% para 30,8%.

Antes das isenções, o banco havia previsto um impacto entre 0,3% e 0,4% no crescimento econômico do Brasil. A projeção de crescimento do PIB para 2025 permanece em 2,3%, refletindo a incerteza em relação às tarifas que o Brasil enfrentará. Ramos destacou que medidas fiscais e de crédito podem ajudar a mitigar os efeitos negativos, especialmente para os setores mais afetados, como café e carnes.

Medidas de Apoio e Retaliação

O Goldman Sachs alerta que uma possível retaliação do governo brasileiro poderia aumentar o impacto negativo sobre a economia e a inflação. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva já sinalizou a intenção de discutir estratégias para proteger a soberania brasileira diante das novas tarifas. Exportadores e entidades empresariais têm pressionado por um diálogo e uma abordagem negociada.

A situação continua a evoluir, e as autoridades brasileiras estão avaliando como responder às tarifas impostas pelos Estados Unidos. O cenário atual exige cautela, pois a incerteza em torno das tarifas e as possíveis retaliações dificultam previsões mais precisas sobre o crescimento econômico.

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