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Investidores enfrentam riscos com Selic estável e buscam alternativas na Bolsa e renda fixa

Copom mantém Selic em 15% ao ano, impulsionando novas estratégias de investimento em renda fixa e ações, com foco em crédito privado e fundos imobiliários.

Foto: Reprodução
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  • O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano, conforme esperado.
  • A decisão indica uma pausa no ciclo de aperto monetário e leva investidores a reavaliar suas estratégias.
  • Especialistas recomendam foco em ativos de renda fixa, ações, crédito privado e fundos imobiliários.
  • Marcelo Mello, da SulAmerica Investimentos, sugere ativos prefixados e títulos atrelados ao IPCA.
  • A diversificação em ações de setores cíclicos e defensivos é indicada, com destaque para empresas como MRV, Localiza, Petrobras e bancos.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (30), manter a Selic em 15% ao ano, conforme esperado pelo mercado. Essa decisão sinaliza uma pausa no ciclo de aperto monetário, levando investidores a reavaliar suas estratégias. Especialistas agora recomendam focar em ativos de renda fixa e ações, especialmente no crédito privado e fundos imobiliários.

Marcelo Mello, CEO da SulAmerica Investimentos, destaca que é um bom momento para investidores dispostos a assumir riscos, sugerindo que olhem para ativos prefixados e títulos atrelados ao IPCA. Para ações, Raphael Figueredo, estrategista da XP, afirma que a renda variável se torna uma opção inevitável, com setores cíclicos ganhando destaque.

Recomendações em Renda Fixa

Fernando Gonçalves, da The Hill Capital, recomenda títulos públicos prefixados com vencimento entre 2027 e 2031, que podem oferecer bons retornos em um cenário de melhora econômica. Nicolas Gass, da GT Capital, considera o Tesouro Selic uma opção segura, enquanto os ativos do Tesouro IPCA+ são indicados para quem busca proteção do poder de compra no longo prazo.

Oportunidades no Crédito Privado

Marcelo Peixoto, da Trigono Capital, alerta para um cenário de cautela no crédito privado, priorizando empresas com boa saúde financeira. Artur Carneiro, da Éxes, sugere que debêntures ainda podem ser defensivas, mas recomenda atenção a papéis estruturados e isentos, como CRIs e CRAs.

Ações e Fundos de Investimento

Com a expectativa de cortes na Selic, Rafi, da XP, sugere diversificação em ações de setores cíclicos e defensivos. Marcos Moreira, da WMS Capital, aponta MRV e Localiza como promissoras, enquanto Felipe Sant’Anna, da Axia Investing, destaca Petrobras e bancos como boas opções.

Mello também vê oportunidades em fundos de investimento com ativos de renda fixa prefixados, mas recomenda cautela na renda variável devido à volatilidade do mercado. Para os fundos imobiliários, Pedro Ros, da Referência Capital, observa que, apesar da pressão dos juros, há potencial de valorização no médio prazo, especialmente para aqueles com ativos bem localizados.

Investimentos no Exterior

Apesar da Selic elevada, a diversificação geográfica continua sendo uma estratégia importante. Marcos Piellusch, da FIA Business School, ressalta que a alocação em ativos internacionais protege contra riscos locais e oferece acesso a setores pouco representados no Brasil. Diego Correia, da XP, reforça que investir no exterior pode trazer descorrelação com ativos domésticos, essencial para a resiliência do portfólio.

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