- O Santander Brasil registrou lucro líquido de R$ 3,66 bilhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de quase 10% em relação ao primeiro trimestre, mas abaixo das expectativas do mercado.
- As ações do banco caíram cerca de 3% após a divulgação, estabilizando-se em R$ 26,33.
- O banco anunciou um dividend yield estimado de 3,5% para os próximos seis meses, com distribuição de R$ 0,46 por ação.
- A inadimplência subiu para 5,0%, o maior nível desde fevereiro de 2018, levantando preocupações sobre a qualidade dos ativos.
- O banco Safra manteve recomendação neutra para as ações do Santander, enquanto o JPMorgan considera a queda uma oportunidade de compra.
O Santander Brasil anunciou um lucro líquido de R$ 3,66 bilhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de quase 10% em relação ao primeiro trimestre, mas abaixo das expectativas do mercado. Após a divulgação, as ações do banco caíram cerca de 3% no início do pregão, estabilizando-se em R$ 26,33.
O banco também revelou um dividend yield estimado de 3,5% para os próximos seis meses, com a distribuição de R$ 0,46 por ação no segundo trimestre. Apesar de ser o menor entre os grandes bancos nos últimos 12 meses, a expectativa é de um ROE estável em torno de 16% até o final do ano, com melhorias mais significativas na rentabilidade e nos dividendos em 2026, segundo Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research.
A inadimplência subiu para 5,0% em junho, o maior nível desde fevereiro de 2018, o que gera preocupações sobre a qualidade dos ativos do banco. Larissa Quaresma destaca que a inadimplência é um ponto crítico, especialmente com a Selic elevada impactando a renda das famílias.
Expectativas do Mercado
Após os resultados, o banco Safra manteve uma recomendação neutra para as ações do Santander, citando uma avaliação barata, mas reconhecendo um cenário desafiador no curto prazo. Por outro lado, o JPMorgan vê a recente queda como uma oportunidade de compra, considerando que as ações estão sendo negociadas a cerca de 1 vez o Price to Book Ratio (P/B), o que pode ser um piso teórico para o fechamento de capital.
O cenário atual apresenta um dilema para investidores: enquanto alguns veem riscos na qualidade dos ativos, outros enxergam potencial de valorização nas ações do Santander. A atenção se volta para a capacidade do banco de manter seus dividendos e a saúde de sua carteira de crédito nos próximos meses.
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