- O governo dos Estados Unidos impôs tarifas de 50% sobre diversas importações brasileiras, afetando o setor de pescados.
- A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) expressou preocupação com a exclusão do setor das exceções.
- O presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, solicitou um crédito de R$ 900 milhões ao governo brasileiro para mitigar os impactos.
- A situação é crítica, especialmente no Ceará, onde a atividade pesqueira é vital para o emprego e a renda.
- Outras indústrias, como a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), também relataram perdas significativas devido às tarifas.
A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) manifestou preocupação com a recente decisão do governo dos Estados Unidos, que impôs tarifas de 50% sobre diversas importações brasileiras, afetando diretamente o setor pesqueiro. A medida, anunciada pela Casa Branca, excluiu o setor de pescados das exceções, o que poderá causar um impacto severo nas exportações, já que cerca de 70% delas têm como destino o mercado americano.
O presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, solicitou ao governo brasileiro um crédito de R$ 900 milhões para mitigar os efeitos da nova tarifa. Ele destacou que a cadeia produtiva de pescados no Brasil é altamente dependente das exportações para os EUA e que a interrupção desse fluxo pode levar empresas a pedir recuperação judicial, afetando mais de um milhão de pescadores profissionais.
Impactos Econômicos
A Abipesca alertou que a situação é crítica, especialmente em estados como o Ceará, onde a atividade pesqueira é uma das principais fontes de emprego e renda. A associação enfatizou que o governo deve incluir o setor nas medidas emergenciais de apoio financeiro, como linhas de crédito especiais e auxílio emergencial para empresas exportadoras.
Além do setor pesqueiro, outras indústrias brasileiras também estão preocupadas com as tarifas. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) estimou que a nova taxação pode comprometer até 20% das exportações ligadas ao setor, resultando em perdas de até US$ 2 bilhões. O presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz, criticou a falta de articulação diplomática que levou à perda de uma tarifa anteriormente mais baixa.
Reações do Setor Calçadista
O setor calçadista também expressou sua insatisfação com a manutenção das tarifas. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) lamentou a situação e estimou que cerca de 8 mil empregos podem ser perdidos devido à inviabilidade das exportações para os EUA. O presidente da Abicalçados, Haroldo Ferreira, destacou que empresas que dependem do mercado externo enfrentarão dificuldades significativas.
As associações de ambos os setores pedem ao governo federal e estadual que tomem medidas urgentes para preservar as empresas afetadas, incluindo a criação de linhas de crédito e a reedição de benefícios emergenciais. A situação exige uma resposta rápida para evitar danos irreparáveis à economia e ao emprego nas regiões mais vulneráveis do Brasil.
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