- A Vale (VALE3) divulgará seus resultados do segundo trimestre nesta quinta-feira, 31, após o fechamento da bolsa.
- A expectativa é de queda em lucro, EBITDA e receita, apesar de um leve aumento na produção de minério de ferro.
- A prévia operacional indicou que o minério de ferro foi vendido a preços 13% mais baixos em relação ao ano anterior, em meio à queda na produção de aço na China.
- As previsões de custo de produção variam entre US$ 21 e US$ 25,7 por tonelada, com divergências entre analistas.
- O lucro líquido deve ser cerca de 40% menor que no ano passado, com estimativas variando entre US$ 1,5 bilhão e US$ 1,69 bilhão.
A Vale (VALE3), uma das principais empresas do Ibovespa, divulgará seus resultados do segundo trimestre nesta quinta-feira, 31, após o fechamento da bolsa. A expectativa é de que a mineradora apresente uma queda em lucro, EBITDA e receita, apesar de um leve aumento na produção de minério de ferro.
A prévia operacional da Vale indicou que a companhia trabalhou com minério de ferro 13% mais barato em comparação ao ano anterior. Esse cenário ocorre em meio a uma contínua queda na produção de aço na China, seu principal mercado. A gestão de custos será crucial para a performance da empresa, mas há divergências nas previsões entre analistas.
Expectativas de Custos e Receita
O Santander projeta uma redução no custo de produção e frete (C1) para US$ 21 por tonelada, próximo do piso do guidance da Vale para 2025. Em contrapartida, a Genial prevê uma pressão altista, elevando o C1 para US$ 23,4. O Itaú BBA, por sua vez, espera um aumento de US$ 1 no C1, alcançando US$ 25,7, devido aos altos custos do primeiro trimestre.
As estimativas para a receita líquida da mineradora variam. O BBA projeta uma queda de 13%, totalizando US$ 8,634 bilhões, enquanto a Genial, após ajustes, prevê US$ 9 bilhões. O EBITDA deve ficar entre US$ 3,1 bilhões e US$ 3,3 bilhões, representando uma queda de cerca de 20% em relação ao ano anterior.
Desempenho e Rentabilidade
Os analistas acreditam que os menores preços do minério de ferro e os custos elevados podem ofuscar os volumes maiores. Contudo, a divisão de metais básicos deve contribuir positivamente, com uma previsão de US$ 727 milhões ao EBITDA, impulsionada por um aumento nos embarques de níquel e cobre.
O lucro líquido da Vale deve ser aproximadamente 40% menor que o registrado no ano passado. As previsões variam entre US$ 1,5 bilhão (Genial) e US$ 1,69 bilhão (BBA), com um consenso de mercado apontando para R$ 9,433 bilhões. A margem EBITDA deve ficar entre 36% e 37%.
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