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Acesso à energia e regulação atrasada dificultam projetos de data centers no Brasil

Governo lança MP ReData para impulsionar investimentos em data centers, enquanto Rio de Janeiro se prepara para se tornar um hub regional.

Governo prepara medida para isentar de isenção de imposto de importação para equipamentos sem fabricação nacional (Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo)
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  • O Brasil busca atrair investimentos em data centers, aproveitando sua matriz energética renovável.
  • O governo lançará a Medida Provisória ReData, que oferece incentivos como isenção de impostos sobre equipamentos importados e desoneração de investimentos de longo prazo.
  • A Associação Brasileira de Data Centers (ABDC) destaca a necessidade de incentivos para a importação de unidades de processamento gráfico (GPUs).
  • O projeto Rio AI City visa transformar o Rio de Janeiro no maior centro de data centers da América Latina, com investimentos iniciais de R$ 5 bilhões.
  • A conexão ao Sistema Interligado Nacional é essencial para o setor, e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está ciente da necessidade de melhorias na infraestrutura elétrica.

O Brasil se posiciona para atrair investimentos em data centers, impulsionado por sua matriz energética renovável. Contudo, enfrenta desafios regulatórios e de conexão à rede elétrica, que dificultam o avanço do setor. Para contornar essas barreiras, o governo está prestes a lançar a Medida Provisória ReData, que promete incentivos significativos.

A MP ReData prevê desoneração total de investimentos de longo prazo, isenção de impostos sobre equipamentos importados e isenção de tributos para serviços exportados. O Ministério da Fazenda estima que a política pode gerar até R$ 2 trilhões em investimentos. A Associação Brasileira de Data Centers (ABDC) destaca a urgência de incentivos para a importação de unidades de processamento gráfico (GPUs), essenciais para o setor, mas que não são fabricadas no Brasil.

Cidades como o Rio de Janeiro estão se mobilizando para se tornarem hubs de data centers. O projeto Rio AI City visa transformar a cidade no maior centro de data centers da América Latina, com investimentos iniciais de R$ 5 bilhões pela Elea Data Centers. O vice-prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, ressalta a infraestrutura disponível e a abundância de energia limpa, destacando a Eletrobras como a maior geradora de energia limpa do mundo.

Entretanto, a conexão ao Sistema Interligado Nacional é crucial para viabilizar esses empreendimentos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estão cientes da necessidade de reforços nas subestações e linhas de transmissão. O diretor executivo da Ascenty, Marcos Siqueira, enfatiza que investimentos em distribuição de energia são fundamentais para garantir que a energia gerada chegue aos consumidores.

O Brasil já conta com mais de 130 data centers, sendo a maioria localizada no eixo Rio-São Paulo. Com a MP ReData e iniciativas locais, o país busca acelerar o crescimento do setor, que se beneficia da crescente demanda por serviços de dados e inteligência artificial.

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