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Alta de alíquota de produto incentivado não gera realocação significativa no mercado

Mercado de crédito privado no Brasil enfrenta queda nas emissões, mas gestores buscam novas oportunidades na economia real.

Foto: Reprodução
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  • O mercado de crédito privado no Brasil registrou uma queda nas emissões, que passaram de R$ 25 bilhões para R$ 12 bilhões.
  • Apesar da redução, a demanda por crédito continua alta, com empresas precisando rolar dívidas.
  • A insegurança jurídica e a tributação de produtos incentivados, como debêntures, preocupam investidores.
  • Gestores como Alexandre Muller, da JGP, e Alexandre Cruz, da JiveMauá, destacam a importância de se aproximar da economia real e explorar novos instrumentos financeiros.
  • O crescimento do setor depende da oferta de soluções financeiras inovadoras e da participação em transações complexas, como reestruturações financeiras.

Recentemente, o mercado de crédito privado no Brasil enfrentou uma queda significativa nas emissões, que passaram de R$ 25 bilhões para R$ 12 bilhões. Apesar disso, a demanda por crédito continua alta, com gestores como Alexandre Muller, da JGP, afirmando que as empresas ainda precisam rolar dívidas. A insegurança jurídica e a tributação de produtos incentivados, como debêntures, são preocupações centrais para os investidores.

Muller destacou que, embora a tributação cause uma leve perda de rentabilidade, isso não deve levar a uma realocação massiva de investimentos. A segurança jurídica é vista como fundamental para o desenvolvimento do setor. Alexandre Cruz, CEO da JiveMauá, reforçou que a renúncia do presidente da CVM e as mudanças na PEC dos precatórios afetam negativamente a confiança dos investidores.

Proximidade com a Economia Real

Ambos os gestores concordam que o futuro do crédito privado está ligado à capacidade das gestoras de se aproximarem da economia real. Muller mencionou que a próxima fase do aprofundamento financeiro no Brasil pode surgir com soluções de menor valor, que os grandes bancos não estão dispostos a oferecer. Essa estratégia pode abrir espaço para novos instrumentos financeiros, como capital híbrido e Venture Capital.

Cruz acrescentou que a participação em transações mais complexas, como reestruturações financeiras e projetos de reflorestamento, pode ser uma oportunidade para as gestoras. Ele afirmou que as estruturas de crédito já representam 80% da solução de capital em muitas operações de aquisição, indicando um potencial crescimento nesse segmento.

Crescimento do Setor

O mercado de crédito privado, apesar dos desafios, continua a se expandir. As gestoras estão aumentando o tamanho dos cheques, refletindo o crescimento da indústria. A necessidade de soluções financeiras inovadoras e a busca por alternativas viáveis para as empresas são fatores que devem impulsionar o setor nos próximos anos.

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