- A indústria de óleo e gás representa 78% da demanda de energia global em 2023.
- O Brasil é o oitavo maior produtor de petróleo, com foco na extração do pré-sal.
- A PUC-Rio desenvolve soluções em Inteligência Artificial e Machine Learning para otimizar a produção de petróleo.
- As pesquisas incluem a estimativa da pressão no fundo do poço e a detecção de falhas em poços offshore.
- O apoio de agências como a FAPERJ e o CNPq é essencial para o avanço dessas inovações.
A indústria de óleo e gás continua a ser um pilar da economia global, com combustíveis fósseis respondendo por 78% da demanda de energia em 2023. O Brasil, como oitavo maior produtor de petróleo, extrai a maior parte de sua produção do pré-sal, uma área rica em petróleo de alta qualidade.
Neste cenário, a PUC-Rio está na vanguarda da inovação, desenvolvendo soluções em Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML) para otimizar a produção de petróleo. As pesquisas focam na estimação da pressão no fundo do poço e na detecção de falhas, visando aumentar a eficiência e a segurança das operações.
A aplicação de gêmeos digitais é um dos avanços mais significativos. Esses modelos virtuais, que simulam o funcionamento de equipamentos em tempo real, são alimentados por dados coletados de sensores inteligentes. Essa tecnologia permite monitorar condições adversas, como tubulações em ambientes hostis.
Um dos desafios enfrentados é a medição precisa da Bottom Hole Pressure (BHP), crucial para a performance dos poços. A PUC-Rio utiliza dados reais de produção para desenvolver modelos preditivos que estimam a BHP, resultando em melhorias operacionais significativas.
Além disso, a detecção de falhas em poços offshore é uma prioridade. Anomalias, como aumento de água e sedimentos no petróleo, podem comprometer operações e causar danos ambientais. Os modelos desenvolvidos pela PUC-Rio são capazes de identificar e diagnosticar falhas, utilizando a metodologia CRISP-DM para garantir uma abordagem sistemática.
A pesquisa em IA e ML na indústria de óleo e gás não apenas promete aumentar a eficiência, mas também contribui para uma exploração mais segura e sustentável. O apoio de agências de fomento, como a FAPERJ e o CNPq, é fundamental para o avanço dessas inovações, que visam beneficiar tanto a indústria quanto a sociedade.
Entre na conversa da comunidade