- A Marcopolo (POMO4) registrou lucro líquido de R$ 321,1 milhões no segundo trimestre de 2025, um aumento de 28% em relação ao ano anterior.
- A receita operacional líquida cresceu 17,8%, totalizando R$ 2,305 bilhões.
- O Ebitda foi de R$ 398,3 milhões, com alta de 4,2%, mas a margem Ebitda caiu de 19,5% para 17,3%.
- A produção consolidada foi de 3.800 unidades, uma queda de 5%, com redução de 8,3% na produção no Brasil.
- O presidente-executivo, André Armaganijan, destacou desafios no mercado interno devido aos altos custos de financiamento.
A Marcopolo (POMO4) reportou um lucro líquido de R$ 321,1 milhões no segundo trimestre de 2025, marcando um crescimento de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de R$ 250,9 milhões. A receita operacional líquida também apresentou um aumento significativo, alcançando R$ 2,305 bilhões, um crescimento de 17,8% em comparação ao segundo trimestre de 2024.
O Ebitda da empresa totalizou R$ 398,3 milhões, com uma alta de 4,2% em relação ao ano anterior. No entanto, a margem Ebitda caiu de 19,5% para 17,3%. O resultado financeiro líquido foi positivo, totalizando R$ 42,7 milhões, em contraste com um resultado negativo de R$ 23,9 milhões no mesmo período do ano passado. O endividamento financeiro líquido da Marcopolo ficou em R$ 1,362 bilhão, sendo R$ 1,174 bilhão oriundos do segmento financeiro e R$ 187,9 milhões do segmento industrial.
Desempenho da Produção
A produção consolidada da Marcopolo foi de 3.800 unidades no segundo trimestre de 2025, representando uma queda de 5% em relação ao ano anterior. No Brasil, a produção foi de 3.077 unidades, uma redução de 8,3%, enquanto a produção no exterior cresceu 12,4%, totalizando 723 unidades. A produção de carrocerias para ônibus no Brasil também caiu, totalizando 6.817 unidades, uma diminuição de 2,7% em relação ao ano anterior.
Expectativas e Desafios
Apesar dos resultados positivos, o mercado interno enfrenta desafios, conforme apontou o presidente-executivo André Armaganijan. A demanda interna é contida devido aos altos custos de financiamento, levando os clientes a priorizarem compras essenciais. Analistas da XP Investimentos destacaram que o crescimento foi impulsionado por um mix de produtos mais rentáveis e um aumento de 118% nas exportações.
O Itaú BBA observou que, apesar do lucro líquido ter superado as estimativas em 18%, a concentração em produtos de menor valor agregado ainda impacta as receitas no Brasil. As ações da Marcopolo tiveram um desempenho positivo, valorizando 7,63% após a divulgação dos resultados, fechando a R$ 8,89. A expectativa é que a queda da Selic favoreça a valorização das ações e a empresa continue focada em melhorias industriais e ampliação das exportações.
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