- O prazo para a aplicação de tarifas “recíprocas” sobre importações nos Estados Unidos termina em 1º de agosto.
- Países sem acordos comerciais enfrentarão tarifas de 15% a 35%.
- O Reino Unido, Vietnã, Indonésia, Japão, União Europeia e Coreia do Sul firmaram acordos, enquanto a China não possui um entendimento formal.
- A China opera sob uma trégua temporária que reduz tarifas a 30%, com a expectativa de novas medidas tarifárias após 12 de agosto.
- Apenas oito acordos foram formalizados desde o “Dia da Libertação” em abril, deixando incertezas para nações como Canadá, México, Índia e Austrália.
O prazo para a aplicação de tarifas “recíprocas” sobre importações nos Estados Unidos, anunciado pelo presidente Donald Trump, termina nesta sexta-feira, 1º de agosto. Com isso, países que não firmaram acordos comerciais com os EUA enfrentarão tarifas que variam de 15% a 35%. Desde o lançamento do chamado “Dia da Libertação” em abril, apenas oito acordos foram formalizados em 120 dias, deixando na incerteza nações como Canadá, México, Índia e Austrália.
Entre os países que conseguiram concluir negociações estão o Reino Unido, que foi o primeiro a firmar um acordo em maio, reduzindo tarifas básicas para 10%. No entanto, ainda há pendências em relação a tarifas sobre aço, alumínio e impostos sobre serviços digitais. O Vietnã teve sua tarifa reduzida de 46% para 20%, mas enfrenta incertezas sobre uma tarifa de transbordo de 40% para evitar o desvio de produtos chineses.
A Indonésia também reduziu sua tarifa de 32% para 19% e se comprometeu a eliminar barreiras tarifárias para produtos americanos, especialmente nos setores agrícola e energético. As Filipinas tiveram uma leve redução de 20% para 19% e prometeram abrir seu mercado sem tarifas adicionais, além de estabelecer uma cooperação militar. O Japão garantiu uma redução de 25% para 15% e anunciou investimentos de US$ 550 bilhões nos EUA, com a expectativa de que 90% dos lucros sejam direcionados ao mercado americano.
A União Europeia aceitou um acordo que cortou sua tarifa pela metade, para 15%, após longas negociações, embora tenha enfrentado críticas internas. A Coreia do Sul foi o último país a selar um acordo, também com tarifa de 15%, comprometendo-se a investir US$ 350 bilhões em setores como semicondutores e construção naval.
Por outro lado, a China continua sem um acordo formal, operando sob uma trégua temporária que reduz tarifas a 30%, após picos de até 145% em maio. Essa trégua expira em 12 de agosto, e a falta de progresso nas negociações levanta a expectativa de novas medidas tarifárias para o país.
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