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BTG recomenda 10 ações defensivas para investir em agosto

BTG Pactual ajusta carteira de ações, priorizando empresas defensivas e reduzindo riscos em meio a incertezas econômicas no Brasil

Carteira top 10: quatro trocas foram realizadas em agosto (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg/Getty Images)
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  • O cenário econômico e político no Brasil apresenta incertezas, com a Selic em 15% e relações complicadas com os Estados Unidos.
  • O BTG Pactual anunciou mudanças na carteira de ações para agosto, visando reduzir riscos e priorizar ações defensivas.
  • Ações de Copel e Rumo foram substituídas por Sabesp e Motiva, com a Sabesp apresentando uma Taxa Interna de Retorno (TIR) real de 10%.
  • O BTG também ajustou sua exposição em infraestrutura e no setor imobiliário, incluindo a Vibra no lugar da Cosan.
  • A alocação no setor financeiro permanece em 20%, com investimentos em Nubank e Itaú, além de ações de outras empresas diversificadas.

O cenário econômico e político no Brasil continua a gerar incertezas, especialmente com a Selic elevada a 15% e a relação conturbada com os Estados Unidos. Em resposta a esse ambiente, o BTG Pactual anunciou mudanças significativas em sua carteira de ações para agosto, buscando reduzir riscos e priorizar empresas com perfil defensivo.

As alterações incluem a saída de ações como Copel (CPLE6) e Rumo (RAIL3), substituídas por Sabesp (SBSP3) e Motiva (MOTV3). A equipe liderada por Carlos Sequeira destacou que, com as eleições distantes e um cenário político instável, a urgência dos investidores em aumentar suas posições no Brasil foi temporariamente reduzida. O BTG mantém uma alocação de 20% em setores elétrico e de saneamento, mas agora aposta na Sabesp, que apresenta uma Taxa Interna de Retorno (TIR) real de 10%.

Mudanças na Carteira

Além das trocas no setor elétrico, o BTG também ajustou sua exposição em infraestrutura e no setor imobiliário. A Rumo e a Cyrela (CYRE3) foram removidas, dando espaço para Motiva, que atua em concessões, e Multiplan (MULT3), que opera shopping centers. A Motiva é vista como uma opção atrativa, com uma TIR real de 12%, enquanto a Multiplan negocia a 10%.

A decisão de retirar a Cosan (CSAN3), que enfrentava dificuldades financeiras, foi motivada pela deterioração do mercado. Em seu lugar, o BTG optou por incluir a Vibra (VBBR3), distribuidora de combustíveis, que se beneficia de um cenário geopolítico favorável, especialmente com a expectativa de uma oferta de diesel mais restrita no segundo semestre.

Setor Financeiro e Outras Apostas

A alocação no setor financeiro permanece em 20%, dividida entre o Nubank (NYSE:NU), com maior potencial de crescimento, e o Itaú (ITUB4), considerado mais defensivo. O BTG também mantém ações de empresas como Rede D’Or (RDOR3), Smartfit (SMFT3) e Prio (PRIO3), refletindo uma estratégia diversificada em um ambiente econômico desafiador.

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