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Seis meses após a crise da DeepSeek, as ‘Sete Magníficas’ se reorganizam no mercado

A recuperação das ações das Sete Magníficas destaca a concentração do mercado, enquanto a Novo Nordisk enfrenta queda acentuada de valor

Ações de grandes empresas de tecnologia voltaram a subir acima do S&P 500 em alguns casos desde o fim de janeiro (Foto: Michael Nagle/Bloomberg)
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  • Seis meses após a revelação da DeepSeek, um modelo de inteligência artificial da China, os mercados globais, especialmente o americano, começaram a se recuperar.
  • A Nvidia, Microsoft e Meta se destacam na recuperação das ações das Sete Magníficas, que incluem também Apple, Amazon, Alphabet e Tesla.
  • A Nvidia sofreu uma queda de 17% em um único dia após o anúncio da DeepSeek, resultando em uma perda de US$ 593 bilhões em valor de mercado.
  • As Sete Magníficas agora representam 31,1% do S&P 500, um aumento em relação aos 30,7% antes do anúncio, levantando preocupações sobre a concentração do mercado.
  • A Novo Nordisk, que era a segunda empresa mais valiosa da Europa, teve uma queda de 23,1% em uma única sessão, reduzindo seu valor a um duodécimo do tamanho da Microsoft.

Nesta semana, completaram-se seis meses desde que os mercados globais, especialmente o americano, foram abalados pela revelação da DeepSeek, um modelo de inteligência artificial desenvolvido na China. O anúncio, ocorrido em 27 de janeiro, provocou uma queda histórica nas ações da Nvidia, que despencou 17% em um único dia, resultando em uma perda de US$ 593 bilhões em valor de mercado.

Após um período de intensa volatilidade, as ações das chamadas Sete Magníficas — Nvidia, Microsoft, Meta, Apple, Amazon, Alphabet e Tesla — começaram a se recuperar. Um relatório do Deutsche Bank aponta que, embora essas ações tenham enfrentado dificuldades inicialmente, agora estão se aproximando do desempenho do S&P 500. A Nvidia, a Microsoft e a Meta superaram o índice, enquanto a Tesla enfrentou desafios adicionais, incluindo questões geopolíticas e incertezas sobre suas margens de lucro.

Concentração do Mercado

O Deutsche Bank também destacou um aumento na concentração do mercado de ações dos EUA. As Sete Magníficas agora representam 31,1% do S&P 500, um aumento em relação aos 30,7% antes do anúncio da DeepSeek. Esse fenômeno levanta preocupações sobre a vulnerabilidade do mercado, já que quedas em empresas individuais podem impactar todo o índice.

Fora dos Estados Unidos, a Novo Nordisk, que até recentemente era a segunda empresa mais valiosa da Europa, sofreu uma queda acentuada de 23,1% em uma única sessão. Essa queda a fez perder posições no ranking das empresas mais valiosas, passando a ter um duodécimo do tamanho da Microsoft.

Desempenho das Sete Magníficas

De acordo com a corretora argentina Allaria, as Sete Magníficas foram responsáveis por 50% dos ganhos do S&P 500 no segundo trimestre. Essas empresas apresentaram um crescimento de lucros líquidos de 14,6%, em contraste com apenas 0,6% para o restante do índice. No primeiro trimestre, o crescimento foi ainda mais acentuado, com um aumento de 31,8% em relação ao ano anterior.

A diferença de desempenho entre as Sete Magníficas e o restante do mercado, atualmente de 14 pontos percentuais, diminuiu em relação a picos anteriores, mas analistas alertam que a capacidade do restante do mercado de igualar o desempenho dos gigantes da tecnologia tem sido superestimada.

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