- A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) retirou o Brasil do Mapa da Fome após três anos de inclusão.
- Entre 2022 e 2024, menos de 2,5% da população brasileira esteve em risco de subnutrição.
- A eficácia das políticas públicas que contribuíram para essa melhoria é incerta, segundo a professora de gestão pública do Insper, Laura Müller Machado.
- Programas como Bolsa Família, Programa de Aquisição de Alimentos e Programa Nacional de Alimentação Escolar tiveram papéis relevantes, mas suas contribuições específicas não estão claras.
- Apesar da melhoria, até 5,3 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a uma alimentação adequada, e a inflação continua a impactar os mais vulneráveis.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) retirou o Brasil do Mapa da Fome, após três anos de inclusão na lista. Entre 2022 e 2024, menos de 2,5% da população brasileira esteve em risco de subnutrição. Contudo, a permanência dessa melhoria é incerta.
A saída do Brasil do Mapa da Fome é um avanço, mas não garante a erradicação do problema. Laura Müller Machado, professora de gestão pública do Insper, destaca que, apesar da melhora, não se sabe exatamente quais políticas públicas foram eficazes. Programas como o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) tiveram papéis relevantes, mas suas contribuições específicas permanecem obscuras.
Embora o governo atribua a melhoria a decisões políticas que priorizaram a redução da pobreza e o fortalecimento da alimentação escolar, a falta de pesquisas independentes levanta dúvidas. O relatório da FAO não especifica o percentual exato da população em risco, mas estima que até 5,3 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a uma alimentação adequada.
Desafios Persistentes
A inflação alta, resultado de uma política econômica errática, continua a impactar o custo de vida, afetando especialmente os mais vulneráveis. O Brasil investe consideráveis recursos em programas sociais, com mais de 2 mil iniciativas semelhantes ao Bolsa Família em todo o país. No entanto, a duplicidade e a falta de foco podem comprometer a eficácia dessas ações.
Para evitar um retorno ao Mapa da Fome, é essencial monitorar e documentar as políticas que têm se mostrado eficazes. A atenção contínua aos dados e a busca por estratégias que realmente funcionem são fundamentais para garantir que os avanços não sejam temporários e que a fome seja combatida de forma eficaz.
Entre na conversa da comunidade