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Capitais isentam impostos sobre apostas enquanto governo planeja aumento de tributos

Prefeituras reduzem impostos sobre apostas enquanto governo federal propõe aumento na tributação, gerando instabilidade no setor

Prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), encaminhou projeto de lei à Câmara Municipal para reduzir imposto sobre casas de aposta (Foto: Cristina Medeiros - 5.jan.25/Divulgação/CMBH)
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  • O governo Lula propôs aumentar a tributação sobre casas de apostas de 12% para 18% sobre o GGR (Gross Gaming Revenue).
  • Prefeituras, como a de Belo Horizonte, estão reduzindo impostos sobre apostas para atrair investimentos, com a alíquota do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) passando de 5% para 2%.
  • A prefeitura de Belo Horizonte justifica a redução como uma forma de aumentar a arrecadação e estimular a instalação de novas casas de apostas.
  • O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) expressou preocupação com o aumento da carga tributária, que pode desestimular a legalização do setor e favorecer a operação clandestina.
  • Especialistas apontam a falta de regulamentação clara como um fator de instabilidade no setor, e defendem a necessidade de uma alíquota mínima de ISS para casas de apostas.

O governo Lula propôs um aumento na tributação sobre casas de apostas, elevando a alíquota de 12% para 18% sobre o GGR (Gross Gaming Revenue). Em contrapartida, prefeituras de várias capitais, como Belo Horizonte, estão reduzindo impostos para atrair investimentos no setor. O prefeito Álvaro Damião (União Brasil) enviou um projeto à Câmara Municipal para diminuir o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) de 5% para 2%.

A justificativa da prefeitura é que a redução pode aumentar a arrecadação e estimular a instalação de empresas de apostas na cidade. O projeto menciona que já existem seis pedidos de autorização para operação de casas de apostas em Belo Horizonte. Outras cidades, como São Paulo e Porto Alegre, também aplicam a alíquota de 2%.

Guerra Fiscal

Esse movimento das prefeituras gerou uma “guerra fiscal”, com municípios disputando a atração de empresas do setor. O vereador Wagner Ferreira (PV) expressou preocupação com o apoio implícito da prefeitura às apostas, alertando para os riscos sociais envolvidos. Ele questionou a falta de programas de conscientização sobre ludopatia, que é o vício em jogos.

O Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) manifestou preocupação com o aumento da carga tributária proposto pelo governo federal, que pode desestimular a legalização do setor e incentivar a operação clandestina. A entidade destacou que o mercado informal deixa de arrecadar cerca de R$ 10 bilhões em impostos anualmente.

Desafios Regulatórios

O professor de direito tributário Onofre Alves Batista Júnior, da UFMG, ressaltou que a falta de uma regulamentação clara por parte da União contribui para a instabilidade no setor. Ele defendeu a necessidade de uma alíquota mínima de ISS para casas de apostas, conforme previsto na Constituição. Com a reforma tributária em andamento, os municípios poderão enfrentar restrições na aplicação de alíquotas diferenciadas.

As propostas em andamento nas capitais contrastam com a medida provisória do governo federal, que ainda aguarda apreciação no Congresso. A situação atual reflete um cenário complexo e dinâmico para o setor de apostas no Brasil, com desafios regulatórios e fiscais em constante evolução.

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