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IA pode eliminar oportunidades de passagens aéreas mais baratas no futuro

Senadores criticam nova estratégia de precificação da Fetcherr, alertando para tarifas mais altas e riscos à privacidade dos consumidores

Classes tarifárias com preços dinâmicos torna muito mais difícil conseguir um bom preço de passagem mesmo com antecedência (Foto: Freepik)
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  • Viajantes e defensores dos direitos dos consumidores estão preocupados com a nova estratégia de precificação da Fetcherr, startup de inteligência artificial que atua com companhias aéreas.
  • O sistema de precificação complexo pode resultar em tarifas mais altas e levanta questões sobre privacidade.
  • A Delta Air Lines, parceira da Fetcherr, já utiliza essa tecnologia em três por cento de sua malha doméstica, com planos de expansão para vinte por cento até o final do ano.
  • Um grupo de senadores, liderado por Ruben Gallego, expressou preocupações sobre o impacto nas tarifas e a privacidade dos dados.
  • A Fetcherr afirma que seu software não permite a precificação individualizada e pode reduzir tarifas em períodos de baixa demanda.

Viajantes e defensores dos direitos dos consumidores estão preocupados com a nova estratégia de precificação da Fetcherr, uma startup de inteligência artificial que trabalha com companhias aéreas. O sistema, que promete aumentar a receita das empresas, gera temores sobre tarifas mais altas e questões de privacidade.

A Fetcherr, com sede em Israel, desenvolveu um modelo de precificação que substitui estruturas simples por um sistema complexo, com múltiplas classes tarifárias e preços que mudam rapidamente. Uri Yerushalmi, cofundador da empresa, descreve essa abordagem como uma “fase de exploração” que pode ultrapassar os limites cognitivos dos consumidores. A Delta Air Lines, uma das parceiras da Fetcherr, já utiliza essa tecnologia em 3% de sua malha doméstica, com planos de expandir para 20% até o final do ano.

A reação ao sistema foi imediata. Um grupo de senadores, liderado por Ruben Gallego, expressou preocupações sobre a privacidade dos dados e o impacto nas tarifas, que podem atingir o “ponto de dor” dos consumidores. O senador Josh Hawley criticou a iniciativa, chamando-a de “a pior coisa que já ouvi da já terrível indústria aérea”. Concorrentes como a American Airlines também se manifestaram, considerando as práticas da Delta antiéticas.

A Fetcherr, por sua vez, defende que seu software não permite a precificação individualizada e que pode, inclusive, reduzir tarifas em períodos de baixa demanda. A Delta, em resposta, afirmou que a ferramenta é supervisionada por analistas e que não visa preços personalizados baseados em dados pessoais. Contudo, declarações anteriores levantam dúvidas sobre a transparência do sistema, especialmente após a remoção de uma seção de um blog da Fetcherr que mencionava a possibilidade de precificação individualizada.

Essas inovações em precificação não são exclusivas da Delta. Lindsay Owens, da Groundwork Collaborative, observa que práticas semelhantes estão se espalhando por diversos setores, incluindo varejo e transporte por aplicativo. A indústria aérea pode estar apenas começando a adotar essas estratégias, que prometem transformar a forma como os consumidores interagem com o mercado.

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