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Mercado imobiliário deve enfrentar queda de 8% na segunda metade do ano, aponta Goldman

Goldman Sachs alerta para queda de investimento residencial nos EUA, impactada pela imigração e acessibilidade em declínio

Foto: Reprodução
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  • O mercado imobiliário dos Estados Unidos enfrenta dificuldades, com previsão de queda de 8% no investimento residencial na segunda metade do ano.
  • A Goldman Sachs aponta que a desaceleração da imigração e a diminuição da acessibilidade às moradias são fatores principais para essa retração.
  • A construção de casas unifamiliares deve continuar em declínio, enquanto o setor de multifamiliares permanecerá em níveis baixos até dezembro.
  • A fiscalização nas fronteiras, intensificada pela administração de Donald Trump, limita a formação de novos lares.
  • A popularidade dos mortgage buydowns, que permitem a redução de taxas de hipoteca, reflete os problemas de acessibilidade no setor.

O mercado imobiliário dos Estados Unidos enfrenta um cenário desafiador, com a Goldman Sachs prevendo uma queda de 8% no investimento residencial na segunda metade do ano. Segundo o economista-chefe da instituição, Jan Hatzius, essa retração se deve a fatores como a desaceleração da imigração e a diminuição da acessibilidade às moradias.

Hatzius destacou que a construção de casas unifamiliares deve continuar em declínio, enquanto o setor de multifamiliares permanecerá em níveis baixos até dezembro. A fiscalização nas fronteiras, intensificada pela administração de Donald Trump, contribui para a limitação na formação de novos lares, impactando diretamente o mercado.

Além disso, a crescente popularidade dos mortgage buydowns, onde compradores adquirem pontos de hipoteca para reduzir taxas, evidencia os problemas de acessibilidade. A situação é agravada por um desaceleramento no mercado de trabalho, com dados recentes mostrando uma atividade de contratação abaixo das expectativas.

A combinação desses fatores sugere que o investimento residencial continuará a ser o maior obstáculo ao crescimento econômico nos próximos meses, refletindo um panorama preocupante para o setor imobiliário.

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