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Trabalhadores de baixa renda nos EUA enfrentam queda acentuada nos salários

Crescimento salarial dos trabalhadores de baixa renda desacelera e gera dúvidas sobre a veracidade dos dados econômicos após demissão de chefe do BLS

Funcionária de fábrica de latinhas em Belcamp, Maryland, no mês de junho (Foto: Ryan Collerd/AFP)
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  • O crescimento salarial dos trabalhadores de baixa renda nos Estados Unidos desacelerou, caindo para 3,7% ao ano em junho, após atingir 7,5% no final de 2022.
  • Os trabalhadores que ganham menos de US$ 806 por semana estão enfrentando essa queda, enquanto os salários dos 25% mais ricos aumentaram 4,7%.
  • A demissão do chefe da agência de estatísticas trabalhistas pelo presidente Donald Trump gerou controvérsia sobre a confiabilidade dos dados econômicos.
  • Economistas alertam que essa mudança pode comprometer a credibilidade do Bureau of Labor Statistics (BLS).
  • A incerteza econômica e a desaceleração nas contratações em setores de baixos salários aumentam a pressão sobre as famílias vulneráveis.

Os trabalhadores com salários mais baixos nos Estados Unidos enfrentam uma desaceleração acentuada no crescimento salarial, conforme dados do Federal Reserve Bank of Atlanta. Em junho, o aumento salarial para o quartil inferior, que ganha menos de US$ 806 por semana, caiu para 3,7% ao ano, uma queda significativa em relação ao pico de 7,5% no final de 2022. Em contraste, os salários dos 25% mais ricos aumentaram 4,7% no mesmo período.

A situação se agrava com a recente demissão do chefe da agência de estatísticas trabalhistas pelo presidente Donald Trump, que gerou controvérsia sobre a confiabilidade dos dados econômicos. Economistas expressaram preocupação, afirmando que essa ação pode comprometer a credibilidade do Bureau of Labor Statistics (BLS). Kevin Hassett, conselheiro econômico da Casa Branca, defendeu que a mudança visa garantir maior transparência nos números.

A desaceleração no crescimento salarial dos trabalhadores de baixa renda ocorre em um contexto de crescimento econômico desigual. Apesar de os salários médios ainda estarem subindo, muitos trabalhadores estão perdendo poder de compra, especialmente aqueles em setores vulneráveis, como serviços que dependem de gorjetas. A análise do Congressional Budget Office indica que as políticas fiscais da administração Trump podem impactar negativamente os 10% mais pobres, reduzindo sua renda disponível em US$ 1.600 por ano.

Além disso, a incerteza econômica e a desaceleração nas contratações em setores de baixos salários, como varejo e lazer, intensificam a pressão sobre as famílias mais vulneráveis. O CEO do Bank of America, Brian Moynihan, destacou que as empresas estão cautelosas, aguardando clareza sobre políticas fiscais e comerciais. Essa situação levanta preocupações sobre a sustentabilidade do crescimento salarial e a capacidade dos trabalhadores de baixa renda de se manterem à frente da inflação.

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