- Uma pesquisa revela que apenas 27% dos trabalhadores brasileiros temem perder seus empregos para a Inteligência Artificial (IA), abaixo da média global de 41%.
- O Brasil apresenta uma alta adoção de IA, com 76% de uso regular, mas isso não se traduz em preocupação com a substituição de postos de trabalho.
- O estudo, intitulado “AI at Work: Momentum Builds, but Gaps Remain”, destaca que a democratização da Inteligência Artificial Generativa (GenAI) facilita o acesso à tecnologia.
- Apenas 36% dos funcionários se sentem preparados para usar a IA, e 54% estariam dispostos a utilizar ferramentas não autorizadas, o que representa riscos de segurança.
- Somente 25% dos trabalhadores afirmam receber orientação suficiente sobre IA de seus gerentes, e 18% das empresas brasileiras já integram agentes de IA em seus fluxos de trabalho.
Enquanto o debate sobre a Inteligência Artificial (IA) e seu impacto nos empregos continua, uma pesquisa recente revela que apenas 27% dos trabalhadores brasileiros temem perder seus postos de trabalho para a tecnologia. Este número é significativamente menor que a média global de 41%. O Brasil, que apresenta uma das maiores taxas de adoção de IA, com 76% de uso regular, demonstra um paradoxo: baixa preocupação com a substituição de empregos, mesmo com a alta adoção.
O estudo, intitulado AI at Work: Momentum Builds, but Gaps Remain, aponta que a democratização da Inteligência Artificial Generativa (GenAI), impulsionada por ferramentas como o ChatGPT, tem facilitado o acesso à tecnologia. Alexandre Montoro, diretor executivo do Boston Consulting Group (BCG), explica que essa acessibilidade tem permitido que os brasileiros utilizem a IA para aumentar a eficiência e a produtividade em suas atividades diárias.
Fatores de Otimismo
Outro fator que contribui para a confiança dos trabalhadores é o desconhecimento sobre o impacto real da GenAI nas funções de trabalho. A tecnologia ainda não foi amplamente implementada, especialmente em empresas de médio e pequeno porte, o que significa que muitos profissionais não vivenciam uma disrupção significativa em suas rotinas. Montoro observa que, à medida que a tecnologia se torna mais comum, a confiança dos trabalhadores tende a aumentar.
Apesar do otimismo, o estudo revela lacunas importantes. Apenas 36% dos funcionários se sentem adequadamente treinados para usar a IA, e 54% estariam dispostos a utilizar ferramentas não autorizadas pela empresa, um fenômeno conhecido como Shadow AI. Isso representa riscos significativos em termos de segurança e conformidade.
Desafios e Oportunidades
A liderança nas empresas também é um fator crucial. Somente 25% dos trabalhadores afirmam que seus gerentes oferecem orientação suficiente sobre IA. Apesar disso, o Brasil se destaca na integração de agentes de IA em fluxos de trabalho, com 18% das empresas adotando essa prática, superando a média global de 13%.
Embora o tempo economizado com a IA seja significativo, com quase metade dos usuários ganhando mais de uma hora por dia, apenas um terço recebe orientação sobre como utilizar esse tempo de forma produtiva. Montoro alerta que as empresas devem desenvolver programas claros de capacitação para maximizar a produtividade e a satisfação da força de trabalho.
O cenário atual exige que as organizações invistam em treinamento estruturado e políticas de uso responsável da IA, garantindo que a alta adoção se traduza em valor sustentável e seguro.
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