- O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, criticou o governo federal pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
- A tarifa entra em vigor nesta quarta-feira e Caiado afirmou que a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prejudica as negociações.
- Para apoiar empresas goianas afetadas, o governo de Goiás anunciou um fundo de crédito de R$ 628 milhões, priorizando setores como energia elétrica e biogás.
- O programa destinará R$ 314 milhões de créditos de ICMS e o restante virá de instituições financeiras, com taxa de juros média de 10% ao ano.
- Outras iniciativas, como o Fundo de Equalização para o Empreendedor e o Fundo de Estabilização Econômica, visam garantir serviços essenciais e apoiar pequenas e médias empresas.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, criticou a postura do governo federal em relação à tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A tarifa entra em vigor nesta quarta-feira e, segundo Caiado, as “atitudes provocativas” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prejudicam as negociações com os EUA. Ele afirmou que confrontar a maior potência global é uma “balela” e defendeu a busca por diálogo para restaurar taxas mais baixas.
Em resposta aos impactos da tarifa, o governo de Goiás anunciou um Fundo Creditório de R$ 628 milhões para apoiar empresas goianas afetadas, priorizando setores estratégicos como energia elétrica e biogás. O programa destinará R$ 314 milhões de créditos de ICMS e o restante virá de instituições financeiras. A taxa de juros média será de 10% ao ano.
Caiado também mencionou que a criação do fundo faz parte de um pacote de medidas preventivas para mitigar os efeitos econômicos da nova tarifa. O Fundo de Equalização para o Empreendedor e o Fundo de Estabilização Econômica do Estado de Goiás são outras iniciativas que visam garantir a continuidade dos serviços essenciais e apoiar pequenas e médias empresas.
O secretário-geral do governo, Adriano Rocha Lima, destacou que Goiás já possui R$ 4 bilhões no fundo de estabilização, equivalente a 1,2% do PIB do estado. A proposta do novo programa visa permitir que empresas exportadoras utilizem créditos de ICMS que, atualmente, não são corrigidos e só poderiam ser sacados a partir de 2032. A ideia é que esses créditos sejam comercializados, beneficiando o desenvolvimento do estado.
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