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Congresso aprova ‘jabutis’ que beneficiam grupos de Carlos Suarez e irmãos Batista

Propostas em discussão no Congresso podem aumentar tarifas de energia e emissões, beneficiando empresários do setor energético e onerando consumidores.

Fachada do Congresso Nacional, sede das duas Casas do Poder Legislativo brasileiro (Foto: Pedro França/5.mai.2023-Agência Senado)
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  • O Congresso Nacional discute propostas que podem beneficiar empresários do setor energético, como Carlos Suarez e os irmãos Batista.
  • As medidas incluem a contratação obrigatória de energia de usinas a gás natural e carvão, aumentando tarifas e emissões.
  • Uma proposta prevê a contratação de mil duzentos e cinquenta megawatts (MW) de energia de usinas a gás no Nordeste, em estados sem suprimento de gás canalizado.
  • Outra proposta permite a compra de energia de termelétricas a carvão até dois mil e cinquenta, incluindo a usina de Candiota, controlada pelo grupo J&F.
  • Se aprovadas, as medidas podem custar até sessenta e cinco bilhões de reais por ano aos consumidores, totalizando quinhentos e quarenta e cinco bilhões de reais até dois mil e cinquenta.

O Congresso Nacional está discutindo propostas que podem beneficiar empresários do setor energético, como Carlos Suarez e os irmãos Batista, através de “jabutis” que aumentam tarifas e emissões. Essas medidas, anteriormente vetadas pelo presidente Lula, podem resultar em custos mais altos na conta de luz para os brasileiros.

Uma das propostas em análise obriga a contratação de energia de usinas a gás natural no Nordeste, totalizando 1.250 MW. Essa energia deve ser gerada em estados sem suprimento de gás canalizado, como Teresina e São Luís, onde as empresas de distribuição têm participação de Suarez. A medida favorece diretamente suas empresas, como a Termogás, que controla a distribuição de gás na região.

Outra proposta prevê a compra de energia de termelétricas a carvão até 2050, incluindo a usina de Candiota, controlada pelo grupo J&F, dos irmãos Batista. Essa usina se encaixa nas regras propostas, que visam garantir contratos de fornecimento até o final de 2028. A assessoria da Âmbar Energia, que opera a usina, defende que suas instalações são essenciais para a segurança energética do país.

Essas medidas, se aprovadas, podem custar até R$ 65 bilhões por ano aos consumidores, segundo estudos. O impacto financeiro total pode chegar a R$ 545 bilhões até 2050. O governo vetou essas propostas anteriormente, citando aumento de tarifas e maior emissão de gases de efeito estufa, mas os parlamentares têm a palavra final. A situação é crítica, pois as contratações de usinas a gás e carvão podem se tornar viáveis novamente, elevando os preços da energia.

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