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DF se destaca no retorno de impostos à população; confira o ranking atualizado

Distrito Federal lidera retorno de impostos em qualidade de vida, superando estados que arrecadam mais, como Maranhão e Pará

Impostômetro, painel localizado na sede da Associação Comercial de São Paulo, no Centro Histórico da capital paulista, que representa impostos, taxas e contribuições, incluindo multa, juro e correção monetária (Foto: Rafaela Araújo - 23.mai.25/Folhapress)
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  • O Distrito Federal é o estado com o melhor retorno de impostos em qualidade de vida, segundo a terceira edição do Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (Irbes), realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).
  • Com uma carga tributária de 3,68%, o DF obteve 182,33 pontos no índice, superando estados como São Paulo e Rio de Janeiro.
  • O estudo, que analisa dados de 2022, mostra que estados como Maranhão e Pará arrecadam mais, mas têm desempenho inferior em qualidade de vida.
  • O Maranhão ocupa a 27ª posição no ranking, com um Irbes de 162,08 e carga tributária de 9,03%. O Pará caiu do 16º para o 26º lugar.
  • O Irbes considera a carga tributária em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), destacando a necessidade de uma gestão pública mais eficiente.

O Distrito Federal se destaca como o estado com o melhor retorno de impostos em qualidade de vida, segundo a terceira edição do Irbes (Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade), realizado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação). Com uma carga tributária de apenas 3,68%, o DF alcançou 182,33 pontos no índice, superando estados como São Paulo e Rio de Janeiro.

O estudo, que analisa dados de 2022, revela que, apesar de estados como Maranhão e Pará arrecadarem mais, eles apresentam um desempenho inferior em qualidade de vida. O Maranhão, por exemplo, ocupa a 27ª posição no ranking, com um Irbes de 162,08, mesmo tendo uma carga tributária de 9,03%. Já o Pará caiu dez posições, passando do 16º para o 26º lugar.

Desempenho dos Estados

O Irbes considera a carga tributária em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) e o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), atribuindo maior peso ao IDH. Essa abordagem visa mensurar a eficácia da arrecadação em gerar resultados concretos para a população. João Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT, explica que a ineficiência na gestão pública e a desigualdade na arrecadação são fatores que impactam negativamente o índice em estados do Norte e Nordeste.

Além do DF, os estados que se destacam no ranking incluem Santa Catarina e Rio Grande do Sul, enquanto os últimos colocados são, em sua maioria, estados do Norte e Nordeste. O Acre, que estava na oitava posição, caiu para a 15ª. O estudo também aponta que a estrutura tributária favorece as regiões mais ricas do país, perpetuando disparidades.

Metodologia do Estudo

O Irbes é calculado com base em dados do IBGE, Confaz e PNUD, focando exclusivamente nos tributos estaduais, sem considerar repasses federais. A nova edição do estudo foi realizada por pesquisadores do IBPT e traz à tona a importância de transformar a arrecadação em benefícios diretos para a sociedade, destacando a necessidade de uma gestão pública mais eficiente.

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