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Governo solicita levantamento de alimentos excedentes para análise de aquisição

Setor produtivo clama por medidas imediatas enquanto governo avalia subsídios e compras para mitigar impactos do tarifaço dos EUA

Vice-presidente Geraldo Alckmin, ladeado pela secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, comanda nova reunião com empresários em Brasília hoje para discutir reação ao tarifaço de Trump (Foto: Brenno Carvalho)
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  • O governo brasileiro enfrenta desafios devido ao tarifaço dos Estados Unidos, que excluiu quase 700 produtos da taxação, afetando setores como carnes e pescados.
  • O governo solicitou aos setores impactados uma lista de produtos excedentes e seus preços para possíveis compras ou subsídios.
  • O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Gerald Alckmin, conduziu reuniões com representantes de diversos setores.
  • O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, anunciou que um plano de contingência será revelado após o dia 6, quando a sobretaxa de 50% entra em vigor.
  • Empresários, como Eduardo Lobo, expressaram ceticismo sobre a eficácia das medidas e pedem soluções imediatas, como a exclusão do tarifaço e a criação de linhas de crédito com juros baixos.

O governo brasileiro enfrenta um cenário desafiador devido ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que excluiu quase 700 produtos da taxação, impactando setores como carnes e pescados. Em resposta, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva solicitou aos setores afetados uma lista de produtos excedentes e seus preços, visando possíveis compras ou subsídios.

Durante uma reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o vice-presidente e ministro Gerald Alckmin conduziu as discussões com representantes de diversos setores, incluindo carnes, frutas e pescados. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, destacou que um plano de contingência será anunciado após o dia 6, quando a sobretaxa de 50% entra em vigor, caso as negociações com os EUA não avancem.

Teixeira mencionou que o governo estuda a compra de produtos perecíveis que não poderão ser exportados para os EUA, como mel e frutas, além de subsidiar a venda no mercado interno. Pedimos ao setor privado as quantidades e os preços para que possamos avaliar, afirmou. No entanto, empresários como Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescado, expressaram ceticismo quanto à eficácia das medidas.

Lobo planeja enviar a lista de produtos excedentes ao governo, mas ressalta que compras governamentais são demoradas e questiona a capacidade da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em escoar peixes frescos e congelados. Ele enfatizou que o setor precisa de soluções imediatas, não apenas promessas futuras.

A principal demanda do setor é a exclusão do tarifaço. Lobo sugere que a criação de uma linha de crédito com juros baixos e a inclusão no programa Reintegra Exportação, que devolve 3% do valor exportado, são medidas urgentes. Precisamos de soluções para daqui a uma semana, não para daqui a 30 dias, concluiu.

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