- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo brasileiro não cederá às pressões de multinacionais sobre o sistema de pagamentos Pix.
- Haddad destacou que o Pix é uma tecnologia soberana e sua proteção é prioridade.
- Ele comentou sobre as novas tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre commodities brasileiras, que afetarão cerca de um terço das exportações do Brasil para os EUA.
- O ministro ressaltou que mais da metade dos produtos impactados são commodities, que podem ser redirecionadas para outros mercados.
- Haddad também enfatizou a importância de atrair investimentos em setores estratégicos e fez uma previsão de inflação abaixo de 5% para este ano.
BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou nesta terça-feira que o governo brasileiro não cederá às pressões de multinacionais em relação ao sistema de pagamentos Pix. Durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Haddad destacou que o Pix é uma tecnologia soberana e que sua proteção é uma prioridade.
O ministro também comentou sobre as novas tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre commodities brasileiras, que afetarão cerca de um terço das exportações do Brasil para o país norte-americano. Ele ressaltou que mais da metade dos produtos impactados são commodities, que podem ser redirecionadas para outros mercados. Haddad afirmou que o governo está atento aos setores mais vulneráveis, que podem sofrer com essas tarifas.
Além disso, Haddad enfatizou a importância de atrair investimentos para setores estratégicos, como minerais críticos e tecnologias sustentáveis, incluindo a produção de baterias e painéis solares. Ele reiterou que o Brasil não se deixará influenciar por desinformações que possam prejudicar a relação bilateral com os Estados Unidos.
O ministro também fez um balanço positivo da economia, prevendo que a inflação ficará abaixo de 5% neste ano e destacando a recuperação das contas públicas após anos de déficit. A postura firme do governo em relação ao Pix e às tarifas dos EUA reflete uma estratégia de defesa da soberania econômica brasileira.
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