- A Ibiuna Investimentos prevê um segundo semestre difícil para a economia brasileira, com crescimento próximo a zero e inflação acima da meta.
- A inflação deve encerrar 2025 em 4,9%, superando o teto da meta pelo sexto ano consecutivo.
- A gestora projeta um déficit em conta corrente de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e um déficit nominal que pode chegar a 9% do PIB, elevando a dívida pública para cerca de 80% do PIB.
- O ambiente político, com incertezas e tensões, deve aumentar a volatilidade dos ativos brasileiros.
- A Ibiuna espera alívio externo com cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, o que pode beneficiar o real.
A Ibiuna Investimentos prevê um segundo semestre desafiador para a economia brasileira, com crescimento próximo a zero e inflação acima da meta. Em carta mensal, a gestora destaca que a desaceleração econômica deve se intensificar, apesar de uma expectativa de crescimento de cerca de 2% para o PIB em 2025.
A inflação, segundo a Ibiuna, deve encerrar 2025 em 4,9%, superando o teto da meta pelo sexto ano consecutivo. A gestora também projeta um déficit em conta corrente de 3% do PIB até dezembro, em meio à saída de fluxos financeiros, e um déficit nominal que pode alcançar 9% do PIB, elevando a dívida pública para aproximadamente 80% do PIB.
O ambiente político, marcado por incertezas e tensões, deve aumentar a volatilidade dos ativos brasileiros. A Ibiuna menciona ruídos em torno do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e uma corrida presidencial fragmentada, o que exige um maior prêmio de risco. A manutenção da Selic em 15% por um período prolongado, conforme decidido pelo Copom, deve manter a economia sob forte aperto.
Expectativas Externas
Apesar do cenário local negativo, a Ibiuna vê potencial para alívio vindo do exterior. A gestora espera que o Federal Reserve adote uma postura mais expansionista a partir de setembro, com cortes graduais nas taxas de juros até o início de 2026. Essa mudança poderia contribuir para a depreciação global do dólar e aliviar a pressão sobre o real.
A previsão da Ibiuna converge com a do Goldman Sachs, que antecipa três cortes consecutivos de 25 pontos-base nas reuniões de setembro, outubro e dezembro. Diante desse quadro, a gestora mantém um portfólio conservador, priorizando investimentos no exterior e operações táticas em juros nominais e reais, tanto no Brasil quanto em economias desenvolvidas e emergentes.
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