- A FuelTech, empresa gaúcha de tecnologia automotiva, enfrenta novos desafios após o anúncio de Donald Trump sobre uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
- Essa medida se soma ao aumento anterior de tarifas de 2% para 10% no início de 2023.
- Para evitar custos adicionais, a empresa reestruturou sua produção, intensificando operações e enviando todo o estoque disponível para os Estados Unidos.
- Os Estados Unidos representam mais da metade da receita global da FuelTech, com 33% do faturamento da unidade brasileira destinado à subsidiária na Geórgia.
- A empresa avalia transferir parte da produção para os Estados Unidos ou abrir operações na Argentina, Paraguai ou Emirados Árabes para escapar da nova tarifa.
A FuelTech, empresa gaúcha de tecnologia automotiva, enfrenta novos desafios após o anúncio de Donald Trump sobre a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, que se soma ao aumento anterior de 2% para 10% no início de 2023, obrigou a empresa a reestruturar sua produção e buscar alternativas para evitar custos adicionais.
Diante da nova tarifa, a FuelTech tomou medidas rápidas. Em poucos dias, a empresa reestruturou turnos, converteu interfaces e despachou todo o estoque disponível de sua fábrica em Porto Alegre para os Estados Unidos, seu principal mercado. Leonardo Fontolan, CEO da empresa, destacou que a operação foi intensificada, com produção em fins de semana e envio aéreo de produtos. “Estamos abastecidos nos Estados Unidos para cumprir o plano de vendas até o final do ano”, afirmou.
Os EUA representam mais da metade da receita global da FuelTech, com cerca de 33% do faturamento da unidade brasileira direcionado à subsidiária na Geórgia. A empresa, que desenvolve equipamentos para otimização de motores de alta performance, se beneficia da cultura americana de personalização de veículos. Fontolan explicou que, com a nova tarifa, a operação se tornou inviável sem ajustes de preço, o que poderia prejudicar a imagem da marca.
Medidas de Contingência
Para mitigar os impactos da tarifa, a FuelTech formou uma força-tarefa. A prioridade foi abastecer o mercado americano com produtos de maior valor e giro. A empresa conseguiu realizar parte dos envios por via aérea, aproveitando o alto valor agregado de seus equipamentos. O estoque atual nos EUA garante fornecimento até o final de 2025, permitindo tempo para buscar soluções estruturais.
A FuelTech avalia diferentes estratégias para escapar da tarifa, incluindo a possibilidade de transferir parte da produção para os EUA. A ideia é montar componentes no Brasil e finalizar o produto localmente, o que poderia isentá-los da tarifa. Outra opção é abrir operações na Argentina ou em outros países, como Paraguai e Emirados Árabes.
A incerteza política e econômica continua a ser uma preocupação para a empresa. Fontolan ressaltou a necessidade de segurança para planejar o futuro, uma vez que as decisões tarifárias podem mudar rapidamente, impactando diretamente a operação e a competitividade da FuelTech no mercado internacional.
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