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Moove e Vibra enfrentam impasse em negociações sobre controle e preço

Negociações entre Cosan e Vibra esfriam por divergências sobre controle e avaliação da Moove, após incêndio complicar previsões financeiras

A Moove detém os direitos da marca Mobil no Brasil; a área de lubrificantes está na mira da Vibra (Foto: José Patrício/Estadão - 14/03/2016)
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  • As negociações entre a Cosan e a Vibra para a venda de uma participação na Moove esfriaram devido a divergências sobre controle e avaliação.
  • A Cosan avalia a Moove em US$ 1,9 bilhão, um valor contestado pela Vibra, que não vê sentido em adquirir apenas uma fatia minoritária.
  • Um incêndio na fábrica da Moove complicou as previsões de lucro e impactou a alavancagem da Vibra, que pode chegar a 3,2 a 3,7.
  • O diretor financeiro da Cosan, Rodrigo Araújo, afirmou que a empresa está se recuperando após o incêndio, com resultados melhores em abril e maio.
  • A Vibra, que possui os direitos da marca Mobil no Brasil, contratou o Citi para buscar ativos no setor de lubrificantes.

As negociações entre a Cosan e a Vibra para a venda de uma participação na Moove, empresa de lubrificantes do grupo Cosan, esfriaram recentemente. A Cosan busca manter o controle da Moove, enquanto a Vibra considera a aquisição de uma fatia minoritária sem sentido.

A Cosan pretende avaliar a Moove em US$ 1,9 bilhão, um valor que se tornou um ponto de discórdia nas conversas. A empresa está se desfazendo de ativos para reduzir sua alavancagem financeira, que encerrou o primeiro trimestre de 2025 em 2,8x. O fundo de private equity CVC Capital, que possui 30% da Moove, pode ser um fator crucial na venda, caso decida se desfazer de sua participação.

Impactos das Negociações

O incêndio na fábrica da Moove, ocorrido em fevereiro, complicou ainda mais as previsões de lucro da empresa, impactando a alavancagem da Vibra. Analistas do Itaú BBA expressaram preocupações sobre a capacidade da Vibra de absorver a Moove, considerando que a nova empresa poderia ter uma alavancagem de 3,2 a 3,7, o que é considerado elevado.

O diretor financeiro da Cosan, Rodrigo Araújo, afirmou que a empresa está se recuperando após o incêndio, com resultados melhores em abril e maio. Apesar das dificuldades, a Moove é vista como um ativo estratégico, especialmente para a Vibra, que busca expandir sua presença no mercado de lubrificantes no Brasil, atualmente dominado pela Moove.

Perspectivas Futuras

A Vibra, que detém os direitos exclusivos da marca Mobil no Brasil, contratou o Citi para buscar ativos no setor de lubrificantes. O ideal para a Vibra seria adquirir a totalidade da Moove, mas a Cosan demonstrou menor apego à Moove em comparação com suas outras empresas, como Compass e Rumo, que geram retornos significativos.

Com a pressão para reduzir a alavancagem e a necessidade de vender ativos, a Cosan continua a explorar opções, mas a venda da Moove enfrenta desafios significativos. As partes envolvidas não comentaram sobre o andamento das negociações.

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