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Setor defende ampliação de exceções tarifárias em negociações sobre minerais críticos

Brasil busca negociar isenção de tarifas dos EUA sobre minerais críticos, enquanto setor teme impacto de até R$ 1 bilhão anuais em custos

Terras raras podem entrar em processo de negociação (Foto: Wikimedia Commons)
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  • O Brasil enfrenta tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre diversos minérios, afetando suas exportações.
  • Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), pediu negociações entre os governos para ampliar a lista de produtos isentos.
  • O vanádio e o cobre, essenciais para a indústria aeroespacial, estão entre os minerais que podem ser discutidos.
  • A produção brasileira de vanádio destina 60% para os EUA, tornando a negociação crucial.
  • O faturamento com minerais críticos no Brasil foi de R$ 21,6 bilhões no primeiro semestre de 2025, com previsão de investimentos de US$ 68,4 bilhões até 2029.

O Brasil enfrenta um novo desafio nas exportações de minerais críticos, com a imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos, que entra em vigor nesta quarta-feira. Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), ressaltou a necessidade de negociações entre os dois países para ampliar a lista de produtos isentos. Entre os minerais que podem ser discutidos estão o cobre e o vanádio, essenciais para indústrias como a aeroespacial.

Jungmann destacou que 60% da produção brasileira de vanádio é destinada aos EUA, o que torna a negociação ainda mais relevante. Ele também mencionou que, até o momento, não há conversas formais entre os governos sobre o tema. O impacto da sobretaxa pode afetar 24,4% das vendas brasileiras de minérios, com produtos como alumínio e caulim sendo os mais atingidos.

Oportunidades de Cooperação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acredita que um acordo de cooperação em minerais críticos é viável. O encarregado de negócios da embaixada americana no Brasil, Gabriel Escobar, já expressou interesse em acessar esses recursos. O Brasil, que possui a maior reserva de nióbio do mundo, pode usar essa situação para obter contrapartidas comerciais e investimentos em beneficiamento.

No primeiro semestre de 2025, o faturamento com minerais críticos no Brasil alcançou R$ 21,6 bilhões, um aumento de 41,6% em relação ao ano anterior. A previsão de investimentos no setor mineral entre 2025 e 2029 é de US$ 68,4 bilhões, com US$ 18,45 bilhões destinados especificamente a minerais críticos. Minas Gerais, Pará e Bahia são os estados que lideram a produção, concentrando quase 80% do faturamento mineral.

Impacto das Tarifas

As tarifas impostas pelos EUA geram preocupação no setor mineral, que teme retaliações sobre importações de máquinas e equipamentos, elevando custos em até US$ 1 bilhão anuais. O Ibram busca que as negociações com os EUA incluam transferência de tecnologia, atração de investimentos e diversificação das exportações. O cenário atual exige uma revisão das estratégias para garantir a competitividade do Brasil no mercado global de minerais críticos.

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