- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, mantendo a taxação sobre carne e café.
- A ministra do Planejamento, Simone Tebet, acredita que esses produtos podem ser isentos da tarifa, o que seria vantajoso para os EUA.
- Tebet destacou que a exclusão de carne e café é complexa para o mercado internacional e que o Brasil pode rapidamente reposicionar sua oferta.
- O governo brasileiro está preparando medidas de apoio econômico, como prazos e juros diferenciados, sem grande impacto fiscal.
- O vice-presidente, Geraldo Alckmin, também espera que os EUA reconsiderem a tarifa, ressaltando a importância do diálogo entre os países.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que há possibilidades de isenção da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, como carne e café, imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A medida, que entra em vigor nesta quarta-feira, 6, exclui quase 700 itens, mas mantém a taxação sobre esses produtos essenciais.
Durante uma coletiva, Tebet destacou que a exclusão de carne e café seria mais vantajosa para os EUA, já que a substituição desses itens no mercado internacional é complexa. “Eles têm muito mais desvantagem que nós”, afirmou a ministra, ressaltando que o Brasil pode reposicionar rapidamente a oferta desses produtos. A carne, por exemplo, pode ter seus cortes adaptados para atender a outros mercados.
A ministra também mencionou que a Casa Branca pode não anunciar formalmente a isenção, uma vez que os EUA “não têm interesse em alardear que estão cedendo”. A expectativa entre os exportadores brasileiros é alta, pois aguardam uma definição sobre a inclusão desses produtos na lista de isentos.
Expectativas de Mudança
Além disso, Tebet indicou que o governo americano pode reconsiderar a tarifa, especialmente em um contexto de pressão interna e proximidade das eleições. “Podemos ter uma surpresa nos próximos dias,” disse, referindo-se à possibilidade de adiamento da implementação da tarifa ou redução da porcentagem.
O governo brasileiro já está preparando um plano de contingência para mitigar os impactos econômicos do tarifaço. Tebet explicou que ações emergenciais, como alongamento de prazos e juros diferenciados, podem ser implementadas sem grande impacto fiscal. “As ações prioritárias não necessariamente passam pelo fiscal,” destacou.
O vice-presidente, Geraldo Alckmin, também compartilhou a expectativa de que o governo dos EUA possa recuar ou adiar a implementação das tarifas. O diálogo contínuo entre os dois países é visto como fundamental para encontrar soluções que minimizem os danos causados pela nova taxa.
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