- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou a exclusão de 700 itens da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos.
- A medida visa proteger setores estratégicos da economia brasileira, como a indústria de aviões, a produção de suco de laranja e o setor de celulose.
- As negociações começaram em março, antes da implementação das tarifas.
- O Itamaraty está preparando uma resposta sobre práticas comerciais “injustas” atribuídas ao Brasil, a ser apresentada em 18 de agosto.
- A reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) discutiu estratégias para mitigar os impactos das tarifas.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou nesta terça-feira (5) a exclusão de 700 itens da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, uma medida que visa proteger setores estratégicos da economia brasileira. A decisão foi resultado de intensas negociações do governo brasileiro, que começaram em março, antes mesmo da implementação das tarifas.
Durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), no Palácio do Itamaraty, Vieira destacou a importância das tratativas para preservar indústrias como a de aviões, a produção de suco de laranja e o setor de celulose. O ministro enfatizou que o governo, sob a liderança do presidente Lula, busca soluções negociadas para enfrentar a crise comercial.
Negociações e Respostas
Vieira também mencionou que o Itamaraty está preparando uma resposta a ser apresentada no dia 18 de agosto sobre a investigação dos Estados Unidos acerca de práticas comerciais “injustas” atribuídas ao Brasil. O ministro reafirmou que o país está aberto ao diálogo sobre questões comerciais, mas que a integridade das instituições brasileiras não está em discussão.
O CDESS, que reúne representantes da sociedade civil, tem como objetivo assessorar o presidente na formulação de políticas públicas. A reunião, a quinta desde a recomposição do órgão em 2023, foi vista como uma oportunidade para discutir a recente crise comercial e as estratégias do governo para mitigar os impactos das tarifas impostas pelos EUA.
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