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GPA reduz expansão de lojas em 2025 e 2026 devido a juros altos e ações caem

GPA reduz abertura de lojas e investimentos em resposta a juros altos, buscando vender ativos para diminuir alavancagem financeira

Em seus dois aplicativos, o Grupo Pão de Açúcar já acumula 82% de penetração entre os clientes de suas lojas. (Foto: Divulgação)
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  • O GPA (PCAR3) anunciou a desaceleração na abertura de lojas para o segundo semestre de 2025 e todo o ano de 2026.
  • A decisão foi comunicada pelo presidente da empresa, Marcelo Pimentel, durante a teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre de 2025.
  • A medida é uma resposta ao cenário de juros elevados que afeta o setor varejista.
  • As ações da companhia caíram mais de 3% logo no início da sessão, com cotação a R$ 3,29, uma diminuição de 2,66%.
  • O GPA também planeja reduzir investimentos e vender ativos não estratégicos para diminuir a alavancagem.

O GPA (PCAR3) anunciou uma desaceleração na abertura de lojas para o segundo semestre de 2025 e todo o ano de 2026. A decisão, comunicada pelo presidente da empresa, Marcelo Pimentel, durante a teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre de 2025, é uma resposta ao cenário de juros elevados que impacta o setor varejista.

Os papéis da companhia reagiram negativamente, com uma queda de mais de 3% logo no início da sessão, refletindo a preocupação do mercado. Às 10h25, as ações estavam cotadas a R$ 3,29, uma diminuição de 2,66%. Apesar da desaceleração, Pimentel destacou que houve uma melhoria nas condições de mercado a partir de julho, especialmente nos formatos Extra e mini mercado Extra, que apresentaram um arrefecimento em maio e junho.

Redução de Investimentos

Além da desaceleração na abertura de novas lojas, o GPA planeja uma redução significativa nos investimentos para o próximo ano. A estratégia inclui a venda de ativos não estratégicos, com Pimentel prevendo que essas transações possam gerar “algumas centenas de milhões” para a companhia. Essa medida visa diminuir a alavancagem e ajustar a estrutura de capital da varejista.

O presidente também comentou sobre o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, que começaram a valer nesta quarta-feira. Ele afirmou que os fornecedores já estão se adaptando à nova realidade inflacionária, o que pode influenciar os preços de mercadorias no mercado. A companhia observa uma estabilidade nos preços, especialmente com a oferta crescente de carne, o que pode trazer um alívio aos consumidores.

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