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Itália aprova construção de ponte suspensa que ligará a Sicília ao continente

A construção da ponte entre a Sicília e o continente gera polêmica, com críticas sobre seu custo e impacto ambiental.

Itália aprova projeto de ponte entre a Sicília e o continente, com maior trecho suspenso do mundo (Foto: Reprodução/Webuild)
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  • O Comitê Interministerial italiano aprovou um orçamento de 13,5 bilhões de euros para a construção de uma ponte que ligará a Sicília ao continente.
  • O projeto, que estava em discussão há mais de 50 anos, é considerado prioridade pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.
  • A nova ponte, com 3,3 quilômetros de extensão, reduzirá o tempo de travessia de 180 para 15 minutos e poderá gerar até 120 mil empregos por ano.
  • Críticos apontam que os recursos poderiam ser melhor utilizados em saúde e educação, além de levantarem preocupações sobre o impacto ambiental.
  • A construção está prevista para ser concluída entre 2032 e 2033, mas ainda depende da aprovação da Corte de Contas e de órgãos ambientais.

O Comitê Interministerial italiano aprovou, nesta quarta-feira, um projeto de 13,5 bilhões de euros para a construção da ponte suspensa mais longa do mundo, que ligará a Sicília ao continente. O projeto, que estava em discussão há mais de 50 anos, foi considerado uma prioridade pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.

A nova ponte, que cruzará o estreito de Messina, promete reduzir o tempo de travessia de 180 para apenas 15 minutos. O ministro das Infraestruturas, Matteo Salvini, destacou que a obra poderá gerar até 120 mil empregos por ano, impulsionando a economia das regiões mais pobres da Itália, Sicília e Calábria. Com 3,3 quilômetros de extensão, a estrutura contará com duas linhas ferroviárias centrais e três faixas de tráfego em cada direção.

Desafios e Críticas

Apesar da aprovação, o projeto enfrenta resistência local. Críticos apontam que os recursos poderiam ser melhor aplicados em áreas como saúde e educação. Além disso, há preocupações sobre o impacto ambiental e o risco de desapropriações. O senador Nicola Irto, do Partido Democrático, classificou a obra como “controversa e divisiva”.

A ponte também será classificada como despesa militar, uma estratégia do governo para incluir o investimento nas metas da OTAN, que exige 5% do PIB em gastos com defesa. A construção, prevista para ser concluída entre 2032 e 2033, ainda precisa da aprovação da Corte de Contas e de órgãos ambientais.

Contexto Histórico

Historicamente, o projeto da ponte enfrentou diversos obstáculos, incluindo crises financeiras e preocupações com segurança. A Eurolink, consórcio liderado pelo grupo italiano Webuild, foi escolhida para a execução da obra, que já havia sido interrompida em tentativas anteriores. O governo atual busca revitalizar a infraestrutura, considerando a ponte uma oportunidade de crescimento e segurança para a região.

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