- A Petrobras está avaliando com cautela uma possível parceria com a BP para explorar a nova descoberta de petróleo no bloco Bumerangue, na Bacia de Santos.
- A descoberta é considerada a maior em 25 anos, mas apresenta preocupações devido à elevada concentração de dióxido de carbono.
- O CEO da BP, Murray Auchincloss, afirmou que a empresa busca um parceiro para o desenvolvimento do projeto.
- Fontes da Petrobras destacaram que a presença significativa de CO2 pode inviabilizar economicamente a exploração, semelhante ao campo Júpiter, que possui 70% de CO2.
- A Petrobras está desenvolvendo tecnologias para lidar com altas concentrações de CO2, mas ainda está no início desse processo.
A Petrobras está avaliando com cautela uma possível parceria com a BP para explorar a nova descoberta de petróleo no bloco Bumerangue, no pré-sal da Bacia de Santos. Anunciada como a maior descoberta de petróleo em 25 anos, a área apresenta preocupações devido à elevada concentração de dióxido de carbono, que pode inviabilizar economicamente a exploração.
O CEO da BP, Murray Auchincloss, indicou que a empresa buscará um parceiro para desenvolver o projeto. No entanto, fontes da Petrobras ressaltaram que a BP já mencionou a presença significativa de CO2 na descoberta, o que gera incertezas sobre a viabilidade do projeto. Especialistas alertam que, dependendo dos níveis de dióxido de carbono, a exploração pode não ser economicamente viável.
Desafios da Exploração
Executivos da Petrobras, que preferiram não se identificar, destacaram que a situação do Bumerangue é preocupante. Um deles comparou a descoberta a outros campos, como Júpiter, que apresenta 70% de CO2 e ainda não é viável para exploração. Embora a BP tenha afirmado não estar “particularmente” preocupada com os níveis de CO2, a questão deixou o mercado cauteloso.
A Petrobras, líder na exploração do pré-sal, está desenvolvendo tecnologias para tornar viáveis descobertas com alta concentração de CO2, mas ainda está no início desse processo. A distância de cerca de 200 km do Bumerangue em relação a campos produtivos como Tupi e Búzios também é um fator que complica a avaliação da descoberta.
Oportunidades Futuras
Até o momento, a BP não procurou a Petrobras para discutir a parceria. No entanto, fontes da estatal afirmam que, se a descoberta se mostrar promissora, a Petrobras estará disposta a considerar a oportunidade. A BP, que adquiriu 100% do bloco em leilão em 2022, já possui parcerias com a Petrobras em outros projetos no pré-sal.
A Petrobras continua atenta a potenciais oportunidades no Brasil, onde é considerada a melhor parceira para exploração de petróleo. A BP, por sua vez, não comentou sobre as preocupações levantadas pela Petrobras.
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