- O Banco da Inglaterra (BOE) reduziu a taxa de juros de 4,25% para 4% em uma votação de 5 a 4.
- A decisão reflete uma abordagem “gradual e cuidadosa” em meio a uma inflação persistente e um mercado de trabalho em desaceleração.
- A inflação, medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI), atingiu 3,6% em junho, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) contraiu 0,1% em maio.
- Analistas preveem cortes adicionais nas taxas, com possibilidade de chegar a 3% até 2026.
- O mercado de trabalho apresenta fraqueza, com queda no número de empregados em sete dos últimos oito meses e aumento na taxa de desemprego.
O Banco da Inglaterra (BOE) anunciou na última quinta-feira a redução da taxa de juros de 4,25% para 4%, em uma votação apertada de 5 a 4 entre os membros do Comitê de Política Monetária (MPC). Essa decisão marca um retorno à abordagem “gradual e cuidadosa” do banco em relação à política monetária, em meio a um cenário de inflação persistente e um mercado de trabalho em desaceleração.
A inflação, medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI), subiu para 3,6% em junho, superando as expectativas, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido contraiu 0,1% em maio. Apesar desses dados, o BOE continua focado em controlar as pressões inflacionárias, visando retornar à meta de 2% no médio prazo. A instituição destacou que a trajetória futura das taxas de juros dependerá da evolução das pressões desinflacionárias.
Analistas projetam que o BOE poderá continuar a reduzir as taxas, com cortes adicionais previstos até 3% em 2026. Jack Meaning, economista-chefe do Reino Unido no Barclays, acredita que o banco deve seguir com cortes trimestrais de 25 pontos-base até atingir 3,5% em fevereiro do próximo ano. Ashley Webb, economista da Capital Economics, também prevê uma flexibilização adicional da política monetária, considerando a fraqueza do mercado de trabalho.
A análise do mercado de trabalho é crucial para as decisões do BOE. Embora não haja evidências conclusivas de uma deterioração acentuada, os dados indicam uma queda no número de empregados em sete dos últimos oito meses e um aumento na taxa de desemprego. Especialistas da ING alertam que a situação é complexa, com a fraqueza concentrada em setores como a hospitalidade, impactados por recentes aumentos de impostos.
Entre na conversa da comunidade