- Os Estados Unidos anunciaram isenções de tarifas sobre semicondutores para empresas que investirem no país.
- A Apple planeja investir US$ 100 bilhões, beneficiando-se diretamente dessa medida.
- O ex-presidente Donald Trump destacou que empresas que se comprometerem a investir nos EUA estarão isentas de tarifas.
- A Apple já transferiu parte de sua produção para a Índia e pode mudar fornecedores para evitar tarifas.
- Empresas como TSMC e Samsung também anunciaram investimentos significativos nos EUA, com a TSMC prometendo US$ 165 milhões.
Os Estados Unidos anunciaram isenções de tarifas sobre semicondutores para empresas que investirem no país, beneficiando a Apple, que planeja investir US$ 100 bilhões. O ex-presidente Donald Trump fez o anúncio, destacando que empresas que se comprometerem a investir nos EUA estarão isentas de tarifas, o que pode impactar diretamente a cadeia produtiva da Apple, que atualmente depende de fornecedores chineses.
Brian McCarthy, fundador da Macrolens, afirmou que a China pode se beneficiar dessa isenção, já que muitas multinacionais podem facilmente ajustar seus investimentos para evitar tarifas. A Apple, que tem 33% de seus fornecedores na China, já estava transferindo parte de sua produção para a Índia, onde as tarifas são mais altas. A alíquota indiana pode chegar a 50% se o governo não interromper a compra de petróleo russo.
As tarifas sobre semicondutores e produtos eletrônicos têm potencial para afetar diversas cadeias produtivas, incluindo smartphones e computadores. O analista-chefe da Investing.com, Thomas Monteiro, destacou que a falta de critérios claros sobre quem será tarifado gera incertezas. Empresas como TSMC e Samsung já anunciaram investimentos significativos nos EUA, com a primeira prometendo US$ 165 milhões.
A Apple também pode mudar seus fornecedores, optando pela Samsung para os sensores de câmeras, já que a Sony não possui operações nos EUA. A mudança deve ser implementada no iPhone 18, previsto para lançamento no final deste ano. As ações da TSMC subiram 4,32% após o anúncio das isenções.
Trump busca trazer parte da produção para os EUA, visando maior controle sobre a tecnologia em meio à disputa com a China. No entanto, a complexidade da cadeia global de suprimentos torna a autossuficiência americana um desafio. A holandesa ASML, que fabrica a maioria das máquinas de fotolitografia, não possui fábricas nos EUA, evidenciando a dependência do setor.
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