- Os fundos de investimento no Brasil tiveram captação líquida de R$ 16,7 bilhões em julho, segundo a Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
- O valor é inferior ao de junho, que foi de R$ 36 bilhões. No acumulado do ano, a captação líquida soma R$ 25,9 bilhões.
- Os fundos de renda fixa foram os principais responsáveis pelo resultado positivo, com entradas líquidas de R$ 21,2 bilhões, impulsionados pela taxa Selic elevada.
- Os fundos de ações enfrentaram saídas líquidas de R$ 5 bilhões, enquanto os fundos multimercados registraram resgates de R$ 1,1 bilhão.
- Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) tiveram captação líquida de R$ 2,7 bilhões, e os fundos de previdência apresentaram um pequeno saldo positivo de R$ 40,4 milhões.
Os fundos de investimento no Brasil registraram uma captação líquida de R$ 16,7 bilhões em julho, conforme dados da Associação Brasileira de Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O montante é inferior ao de junho, que alcançou R$ 36 bilhões. No acumulado do ano, a captação líquida totaliza R$ 25,9 bilhões, com o patrimônio líquido da indústria atingindo R$ 9,7 trilhões.
Destaques da Captação
Os fundos de renda fixa foram os principais responsáveis pelo resultado positivo, com entradas líquidas de R$ 21,2 bilhões em julho, um aumento em relação aos R$ 10,8 bilhões de junho. A taxa Selic, atualmente em níveis elevados, tem incentivado uma postura conservadora entre os investidores. Pedro Rudge, diretor da Anbima, destacou que a manutenção da Selic em patamares altos favorece a continuidade do crescimento dos fundos de renda fixa.
Dentro dessa categoria, os fundos de Duração Livre Crédito Livre se destacaram, com captação líquida de R$ 14,6 bilhões. Em contrapartida, os fundos de ações enfrentaram saídas líquidas de R$ 5 bilhões, o maior volume entre todas as categorias, embora inferior aos R$ 6 bilhões de junho. Os multimercados também apresentaram resgates, mas em menor escala, com saídas líquidas de R$ 1,1 bilhão em julho, comparado a R$ 7,3 bilhões no mês anterior.
Análise das Categorias
Os fundos de ações do tipo livre foram os mais impactados, com retiradas de R$ 3,2 bilhões. Já os multimercados do tipo macro lideraram os resgates, totalizando R$ 1,8 bilhão. Entre outras categorias, os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) tiveram captação líquida de R$ 2,7 bilhões, enquanto os fundos de investimento em participações (FIPs) registraram entradas de R$ 268,1 milhões. Os fundos cambiais também apresentaram saldo positivo, com captação de R$ 149,3 milhões.
Os fundos de previdência tiveram um pequeno saldo positivo de R$ 40,4 milhões, enquanto os fundos de índice (ETFs) enfrentaram resgates líquidos de R$ 1,5 bilhão. A dinâmica do mercado de fundos de investimento continua a ser influenciada pela taxa Selic e pela busca dos investidores por estratégias mais conservadoras.
Entre na conversa da comunidade