- O volume de debêntures no mercado secundário brasileiro cresceu 22,6% nos primeiros seis meses de 2025, totalizando R$ 410,1 bilhões, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
- O mercado primário captou R$ 192,7 bilhões no mesmo período.
- Novas plataformas, como Bee4 e SL Tools, estão se preparando para competir com a B3, especialmente com a chegada do Regime Fácil em 2026.
- A SL Tools planeja iniciar operações em setembro de 2025, permitindo a negociação de debêntures, CRAs e CRIs depositadas na B3.
- A Bee4 recebeu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar com debêntures e notas comerciais, mirando um mercado com R$ 2 trilhões em demanda.
A indústria de infraestrutura do mercado de capitais brasileiro está em rápida transformação, especialmente no segmento de títulos de crédito privado, como debêntures, CRIs e CRAs. Nos primeiros seis meses de 2025, o volume de debêntures no mercado secundário cresceu 22,6%, alcançando R$ 410,1 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Este valor é mais que o dobro do que foi captado no mercado primário, que totalizou R$ 192,7 bilhões.
Novas Plataformas em Ascensão
Com a expectativa da chegada do Regime Fácil em 2026, novas plataformas como Bee4 e SL Tools estão se preparando para competir com a B3, que atualmente domina o mercado. O Regime Fácil visa facilitar o acesso de empresas menores ao mercado de capitais, o que deve aquecer ainda mais o setor de crédito privado. A B3, por sua vez, relançou sua plataforma de negociação de títulos de renda fixa, chamada Trademate, em 2024.
As novas empresas buscam oferecer um ambiente de negociação mais acessível, com ordens de compra e venda expostas, ao contrário do modelo atual de mercado de balcão, onde as transações ocorrem de forma privada. Luiz Masagão, vice-presidente da B3, destacou que a resistência cultural é um desafio, mas acredita que a adesão inicial pode ocorrer com os papéis mais líquidos.
Expectativas para o Futuro
A SL Tools planeja iniciar suas operações em setembro de 2025, permitindo a negociação de debêntures, CRAs e CRIs depositadas na B3. André Duvivier, CEO da SL, afirmou que a proposta é criar um ambiente competitivo, mesmo utilizando a B3 para a liquidação das transações. A Bee4, focada em empresas menores, recebeu autorização da CVM para operar com debêntures e notas comerciais, mirando um mercado com R$ 2 trilhões em demanda.
Com a possibilidade de emissão de ações e renda fixa simplificadas para empresas com faturamento entre R$ 5 milhões e R$ 500 milhões, o cenário para o mercado de crédito privado no Brasil se mostra promissor. A entrada de novas plataformas e a regulamentação mais flexível devem impulsionar ainda mais o crescimento desse setor nos próximos anos.
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