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Reino Unido planeja limitar cirurgias estéticas após casos de mutilação

Regulamentações visam proteger pacientes de procedimentos estéticos inseguros após aumento de complicações e morte de mulher em 2024

Antes e depois de cirurgia do 'bumbum brasileiro' feita nos EUA (Foto: Reprodução)
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  • O governo britânico anunciou novas regulamentações para procedimentos de medicina estética.
  • Apenas profissionais qualificados poderão realizar tratamentos invasivos, como o “Brazilian butt lift” e injeções de Botox.
  • Clínicas de estética precisarão de licenças das autoridades locais para operar.
  • Desde junho, foram registrados 41 casos de complicações graves, incluindo problemas de deglutição e dificuldades respiratórias.
  • As novas regras também incluem restrições de idade para menores, que não poderão realizar certos tratamentos sem autorização médica.

O governo britânico anunciou novas regulamentações para procedimentos de medicina estética, visando aumentar a segurança em um mercado que cresce rapidamente. As medidas, divulgadas nesta quinta-feira, têm como objetivo combater práticas inadequadas que resultaram em mutilações e complicações graves.

A partir de agora, apenas profissionais qualificados poderão realizar tratamentos invasivos, como o popular “Brazilian butt lift” e injeções de Botox. O Departamento de Saúde enfatizou que essas “novas medidas rigorosas” são necessárias para proteger os pacientes e garantir que os procedimentos sejam realizados em ambientes seguros. Além disso, clínicas que oferecem tratamentos estéticos precisarão de licenças das autoridades locais.

Entre as preocupações levantadas, estão os 41 casos de complicações graves registrados pela Agência de Saúde e Segurança do Reino Unido (UKHSA) desde junho, incluindo problemas de deglutição e dificuldades respiratórias. O ministério também anunciou restrições de idade, proibindo certos tratamentos para menores sem autorização médica.

Essas ações foram impulsionadas pela morte de Alice Webb, uma britânica de 33 anos, após uma injeção de toxina botulínica em 2024. O caso gerou um clamor por regulamentações mais rigorosas no setor. O Ministério da Saúde destacou que o objetivo não é impedir o acesso a tratamentos estéticos, mas sim proteger os cidadãos de operadores não qualificados que atuam em condições perigosas.

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