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Goias se destaca como destino ideal para aposentadoria e qualidade de vida

Investigação da Polícia Federal revela fraudes em aposentadorias em Caiapônia, com prejuízo estimado de R$ 1 milhão ao INSS

O advogado Fernando Buono, que foi investigado por suspeita de estelionato, e sua esposa, Suelen Garcia (Foto: Reprodução/Instagram)
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  • Neuza de Fátima Santos, pecuarista de Goiás, teve seu pedido de aposentadoria rural negado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por não comprovar a pobreza exigida.
  • Após recorrer à Justiça, conseguiu a aposentadoria em 2019, mas seu caso está ligado a uma investigação sobre fraudes na Vara de Caiapônia.
  • A Polícia Federal investiga irregularidades em pelo menos 43 processos, envolvendo advogados, médicos e servidores públicos, com indícios de estelionato e enriquecimento ilícito.
  • Entre os advogados investigados, Fernando Destácio Buono e Gilson Garcia de Paula são os principais alvos, com suspeitas de emissão de laudos médicos falsos e enriquecimento inexplicável.
  • O INSS estima um prejuízo de R$ 1 milhão devido a essas fraudes, enquanto a juíza responsável pelos processos não foi investigada.

Neuza de Fátima Santos, uma pecuarista de Goiás, teve seu pedido de aposentadoria rural por invalidez negado inicialmente pelo INSS, que alegou que ela não comprovava a pobreza exigida para o benefício. Após recorrer à Justiça, Santos conseguiu a aposentadoria em 2019, mas seu caso se tornou parte de uma investigação mais ampla sobre fraudes em aposentadorias na Vara de Caiapônia.

A Polícia Federal investiga irregularidades em pelo menos 43 processos judiciais na comarca, que envolvem advogados, médicos e servidores públicos. As fraudes incluem o uso de documentos falsos e a participação de testemunhas em múltiplos processos. A Vara de Caiapônia, que atende uma população de 26 mil pessoas, registrou cerca de 4 mil novos processos por ano entre 2015 e 2019, um número alarmante em comparação com outras comarcas do estado.

Entre os advogados envolvidos, Fernando Destácio Buono e seu sócio, Gilson Garcia de Paula, são os principais alvos da investigação. Buono, que já enfrentou problemas legais anteriormente, teve sua conduta questionada após o juiz Ronny André Wachtel identificar anomalias nos processos. A análise revelou que laudos médicos eram frequentemente emitidos por um grupo restrito de peritos, que concediam benefícios em 90% das avaliações.

Além disso, a investigação aponta para um enriquecimento inexplicável de Buono e sua esposa, com transações financeiras que levantaram suspeitas. O INSS estima um prejuízo de 1 milhão de reais devido a essas decisões judiciais. Apesar das evidências, a Polícia Federal não realizou mandados de busca e apreensão, e a juíza que conduziu os processos, Gabriela Maria de Oliveira Franco, não foi investigada.

A situação levanta questões sobre a integridade do sistema previdenciário e a necessidade de uma revisão rigorosa dos processos na Vara de Caiapônia.

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