- Um estudo da McKinsey, em parceria com a Oxford Economics, aponta que tarifas comerciais impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem estagnar a adoção de energias renováveis nos EUA e na União Europeia até 2035.
- O relatório analisa três cenários para a cadeia de suprimentos de tecnologias de energia limpa, com tarifas variando de 20% a 140% sobre produtos chineses e de outros países.
- No cenário de “escalada das tensões globais”, a capacidade solar nos EUA pode cair em nove por cento e na UE em sete por cento até 2035.
- A energia eólica offshore nos EUA deve manter sua estabilidade, enquanto a UE pode triplicar sua capacidade.
- Apesar das tarifas, os EUA devem alcançar sessenta e nove por cento de energia limpa na matriz até 2035, mas o gás natural pode representar até trinta e um por cento da capacidade.
A transição energética global enfrenta desafios significativos devido às tarifas comerciais impostas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Um estudo da McKinsey, em parceria com a Oxford Economics, revela que essas taxações podem estagnar a adoção de energias renováveis nos EUA e na União Europeia até 2035.
O relatório analisa três cenários distintos para a cadeia de suprimentos de tecnologias de energia limpa. O primeiro, denominado “aceleração da produtividade”, prevê tarifas de 25% sobre baterias, 50% em painéis solares e 100% em veículos elétricos provenientes da China. O segundo, “nenhuma disrupção real”, sugere tarifas de 20% para produtos chineses e 25% para bens do México e Canadá. O terceiro cenário, “escalada das tensões globais”, antecipa tarifas de 60% sobre bens chineses e 20% para outros parceiros, com a União Europeia aplicando taxas de até 140% em turbinas eólicas chinesas.
A pesquisa indica que, sob o cenário de tensões globais, a capacidade solar nos EUA pode cair em 9% e na UE em 7% até 2035. Atualmente, a cadeia de suprimentos solar está concentrada na China, onde o silício é produzido a baixo custo. A energia eólica, por sua vez, não deve sofrer alterações significativas nos EUA, mas a UE pode ver uma redução de até 6% na produtividade.
Além disso, o estudo destaca que a energia eólica offshore nos EUA pode enfrentar uma estabilidade até o final da década, enquanto a UE pode triplicar sua capacidade. A dominância chinesa no setor de baterias pode resultar em um aumento de 70% na produtividade até 2035, mas o cenário de tarifas elevadas pode reduzir essa taxa em 4% nos EUA e 10% na UE.
A análise sugere que, mesmo com as pressões comerciais, os EUA devem manter um ritmo de transição energética, alcançando 69% de energia limpa na matriz até 2035 no cenário mais otimista. Contudo, o gás natural continuará a expandir sua participação, representando até 31% da capacidade. O verdadeiro impacto das tarifas pode ser sentido após 2035, podendo comprometer as metas climáticas dos EUA.
Na União Europeia, a pesquisa aponta que a transição energética não deve ser drasticamente afetada pelas tarifas, devido à diversificação de fornecedores e políticas internas de incentivo às energias renováveis.
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