- O conceito de “loud luxury” está em ascensão na moda, com marcas como Gucci, Chanel e Burberry buscando atrair consumidores que se afastaram de produtos discretos.
- A mudança ocorre em um momento de desafios para o setor de luxo, incluindo tarifas comerciais e queda na demanda após a pandemia.
- Novos diretores criativos estão assumindo posições, como Luca de Meo na Kering, trazendo novas perspectivas para as marcas.
- Burberry, liderada por Josh Schulman, está reavivando sua imagem com uma coleção que destaca seu padrão xadrez, visando ampliar seu apelo.
- Gucci, com Demna Gvasalia como novo diretor artístico, espera reverter a queda nas vendas, especialmente na China, enquanto outras marcas como Chanel e Versace também passam por mudanças significativas.
O conceito de “loud luxury” está ressurgindo na moda, à medida que marcas icônicas como Gucci, Chanel e Burberry buscam revitalizar suas estratégias para atrair consumidores cansados de produtos discretos. A mudança ocorre em um momento em que o setor de luxo enfrenta desafios, incluindo tarifas comerciais e uma queda na demanda após o boom da pandemia.
Novos diretores criativos estão assumindo posições em grandes marcas, trazendo uma nova perspectiva. A chegada de Luca de Meo como CEO da Kering é vista como um fator crucial para essa transformação. Carole Madjo, da Barclays, afirma que “luxo é um ciclo” e que o mercado está pedindo por “novidade” após anos de opulência discreta.
Burberry, sob a liderança de Josh Schulman, está reavivando sua imagem britânica, com uma coleção que destaca seu icônico padrão xadrez. A CFO Kate Ferry mencionou que essa coleção está “reativando o desejo pela marca”, buscando um apelo mais amplo entre os consumidores.
Gucci também está se adaptando com a chegada de Demna Gvasalia como novo diretor artístico. A expectativa é que sua visão inovadora traga de volta a desejabilidade da marca, especialmente após vendas fracas, principalmente na China. A Kering espera que essa mudança ajude a reverter a tendência de queda nas vendas.
Além disso, outras marcas como Chanel e Versace estão passando por mudanças significativas em suas direções criativas. Prada destacou sua capacidade de se adaptar a diferentes estilos, enquanto Moncler experimenta com designers rotativos em sua coleção Genius.
O aumento nos preços de produtos de luxo, que subiram em média 8% em 2022, também está forçando as marcas a reconsiderar suas estratégias. Luca Solca, da Bernstein, sugere que marcas com preços mais moderados podem se beneficiar nesse novo cenário de “loud luxury”, onde a ostentação pode ser mais acessível.
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