- O governo dos Estados Unidos impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, afetando empresas na B3, especialmente small caps.
- Ações de empresas como Jalles Machado e Recrusul caíram significativamente, enquanto a Marfrig conseguiu mitigar os impactos.
- Um levantamento da Elos Ayta Consultoria indica que 17 das 20 maiores quedas na B3 são de small caps.
- A Jalles Machado teve uma queda de 15,5%, enquanto a Raízen e a Cosan enfrentaram quedas de 23% e 13,6%, respectivamente.
- Apesar das perdas, a XP estima que o impacto das tarifas no PIB brasileiro será de apenas 0,02%.
O governo dos Estados Unidos anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, impactando fortemente as empresas listadas na B3, especialmente as small caps. Desde o anúncio, ações de empresas como Jalles Machado e Recrusul sofreram quedas acentuadas, enquanto gigantes como Marfrig conseguiram mitigar os efeitos.
Um levantamento da Elos Ayta Consultoria revela que 17 das 20 maiores quedas na B3 são de small caps. A Jalles Machado, com valor de mercado de R$ 965 milhões, viu suas ações caírem 15,5%. O setor de açúcar enfrenta ainda a pressão de preços internacionais baixos, o que agrava a situação. A Raízen e sua subsidiária Cosan também foram afetadas, com quedas de 23% e 13,6%, respectivamente.
Impacto nas Gigantes
Por outro lado, a Marfrig, com capitalização de R$ 18,6 bilhões, conseguiu minimizar os danos. A empresa vendeu 27 mil toneladas para os EUA em 2025, das quais apenas 7 mil são brasileiras. A companhia afirmou que suas operações no Brasil seguem normais, sem interrupções. Sua leve queda de 1,4% nas ações está alinhada à desvalorização do Ibovespa, que foi de 1,14%.
A Minerva, que também atua no mercado norte-americano, enfrenta um impacto maior, com uma queda de 8% nas ações. A empresa utiliza a estratégia de triangulação, exportando produtos de outros países para evitar a sobretaxa.
Setores em Crise
O setor de veículos pesados também foi atingido, com ações de Recrusul, Randon, Frasle, Tupy e JSL em queda. A Taurus, fabricante de armas, viu suas ações despencarem 31,75% desde o anúncio das tarifas. A empresa planeja reforçar sua operação nos EUA, que representa 82,5% de seu faturamento.
Apesar das quedas, especialistas afirmam que o impacto das tarifas sobre a economia brasileira é limitado. A XP estima uma queda de apenas 0,02% no PIB devido às tarifas. A corretora não vê necessidade de ajustes significativos nas carteiras de investimento, sugerindo que os investidores mantenham foco em objetivos de longo prazo.
A volatilidade do mercado e a incerteza política, especialmente com as eleições de 2026, também influenciam as decisões dos investidores. A alta do dólar e a pressão inflacionária são riscos adicionais a serem monitorados.
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