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Alianza revela estratégia para cisão do fundo de data centers ALZR11

Alianza busca diversificar portfólio com novo fundo de data centers, o primeiro listado na B3, e prevê expansão de ativos antes do lançamento

Foto: Reprodução
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  • A gestora Alianza planeja um spin-off do fundo de data centers do ALZR11 para criar um fundo listado na B3.
  • O novo fundo será o primeiro no Brasil focado exclusivamente em data centers.
  • Atualmente, o fundo possui dois ativos operacionais e a Alianza espera aumentar esse número para pelo menos quatro antes do lançamento.
  • Os contratos de locação são majoritariamente atípicos, com prazos de 15 a 20 anos, garantindo segurança aos investidores.
  • A Alianza acredita que o Brasil tem potencial para se tornar um polo de data centers, mas enfrenta desafios devido à alta tributação sobre equipamentos eletrônicos.

A gestora Alianza planeja um spin-off do fundo de data centers atualmente integrado ao ALZR11, com o objetivo de criar um fundo listado na B3. Essa iniciativa visa diversificar o portfólio e atender ao crescente interesse do investidor de varejo. O novo fundo será o primeiro no Brasil focado exclusivamente em data centers.

Atualmente, o fundo abriga dois ativos operacionais, mas a Alianza espera aumentar esse número para pelo menos quatro antes de lançar a nova estrutura. Fábio Carvalho, sócio da Alianza, destacou a importância de construir uma base sólida com mais ativos. O movimento reflete uma tendência global, especialmente nos Estados Unidos, onde os REITs já alocam uma parte significativa de seus recursos em tecnologia.

A Alianza monitora o setor de data centers desde 2017 e já estruturou três operações, incluindo um fundo dedicado em parceria com um investidor institucional. Carvalho enfatizou que os data centers são essenciais para investidores que desejam se posicionar na economia digital, acessando áreas como inteligência artificial e computação em nuvem.

Potencial do Setor

O executivo ressaltou que os contratos firmados são majoritariamente atípicos, com prazos de 15 a 20 anos, o que garante segurança e previsibilidade aos investidores. A fidelização dos inquilinos é alta, superando setores tradicionais como supermercados. A estrutura do setor no Brasil é composta por grandes usuários finais, como bancos e empresas de tecnologia, e operadores que alugam a infraestrutura.

A Alianza acredita que o Brasil possui um grande potencial para se tornar um polo de data centers, devido à energia abundante e à estabilidade geológica. No entanto, a alta tributação sobre equipamentos eletrônicos é um desafio. Carvalho apontou que a carga tributária atual torna o custo de operação no Brasil significativamente mais alto em comparação a outros países.

A gestora espera que políticas públicas possam reduzir essa carga tributária, facilitando a importação de componentes eletrônicos e impulsionando investimentos no setor. Carvalho acredita que, em breve, os data centers se consolidarão como uma das principais categorias de ativos no mercado imobiliário brasileiro.

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