- Os investimentos em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) cresceram 10% no primeiro semestre de 2025, totalizando R$ 1,15 trilhão.
- A alta taxa de juros, acima de 15%, contribuiu para essa atratividade, segundo Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
- As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) também apresentaram crescimento, com aumentos de 13,2% e 17,7%, respectivamente.
- A Medida Provisória 1.303/2025 propõe a tributação de ativos isentos, como LCIs e LCAs, em 5%, o que pode impactar a atratividade desses investimentos.
- A Anbima está analisando a MP, que pode ter um efeito considerável no mercado de investimentos.
Os investimentos em CDBs (Certificados de Depósito Bancário) se destacaram no primeiro semestre de 2025, superando outros ativos financeiros. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o volume de negócios em CDBs cresceu 10%, passando de R$ 1,04 trilhão para R$ 1,15 trilhão. A alta taxa de juros, que permanece acima de 15%, tem sido um fator crucial para essa atratividade, conforme explica Luciane Effting, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima.
Além dos CDBs, as ações também apresentaram crescimento, subindo 4,2%, de R$ 736,2 bilhões para R$ 767,3 bilhões. As LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) avançaram 13,2%, enquanto as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) foram as que mais cresceram em termos percentuais, com um aumento de 17,7%. O movimento de migração de investimentos do multimercado para a renda fixa continuou, refletindo a busca por maior segurança em um cenário de juros elevados.
Mudanças no Cenário de Investimentos
Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) também se destacaram, com crescimento significativo de 51% entre os últimos seis meses de 2024 e os primeiros de 2025. No entanto, essa classe ainda representa um volume menor, com R$ 35,2 bilhões em investimentos. No que diz respeito aos títulos isentos, as LCAs dominam, representando quase 40% do total, com R$ 536,7 bilhões em junho de 2025.
Entretanto, o cenário pode mudar com a Medida Provisória (MP) 1.303/2025, que propõe a tributação de ativos isentos, como LCIs, LCAs, CRIs e CRAs, em 5%. Essa mudança pode impactar a atratividade desses investimentos. Effting ressalta que, se a MP for aprovada, a tributação nos isentos terá um efeito considerável, embora ainda possa ser mais vantajosa em comparação com outros produtos tributados. A Anbima está analisando a MP com atenção, dada sua complexidade e potencial impacto no mercado.
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